RESUMO DO LIVRO ÉTICA A NICOMACO

Páginas: 6 (1305 palavras) Publicado: 20 de fevereiro de 2014

RESUMO DO LIVRO V DE ARISTÓTELES " ÉTICA A NICÔMACO"


PARTE 1

Aristóteles diferencia justiça de injustiça. Segundo ele o homem é justo por praticar atos justos e o injusto, conhecido pela prática de atos injustos. A justiça, para ele, é a disposição de caráter que torna as pessoas propensas a fazer o que é justo, a agir justamente e desejar o que é justo e, consequentemente, o injustoage injustamente e deseja o que injusto. O homem injusto é ganancioso, contrário a lei e improbo, enquanto que o justo é probo e respeita a lei.

A justiça é a virtude completa por que quem é justo exerce a justiça tanto em relação a si mesmo como em relação ao outro, portanto a justiça não é a parte da virtude, mas a virtude inteira e a injustiça não é uma parte do vício e sim o vício inteiro.PARTE 2

Segundo Aristóteles, existem duas espécies de injustiça: em sentido particular e em sentido amplo. A injustiça em sentido particular consiste na prática do ato injusto decorrente de uma deficiência moral(covardia, cólera e intemperança), entretanto a injustiça no sentido amplo faz com que o homem tire proveito de sua ação graças a um ato injusto (obter lucro praticando adultério).Sendo a justiça e a injustiça faces da mesma moeda pode afirmar que existe também a justiça particular e a justiça ampla.

A justiça particular divide-se ainda em duas espécies denominadas: distributiva e corretiva. A primeira diz respeito a distribuição de bens entre aqueles responsáveis pela constituição de tais bens e a segunda subdivide-se em duas: transações voluntárias( penhor, locação,compra e venda) e involuntárias clandestinas( furto, adultério) e involuntárias violentas(agressão, assassinato e roubo).



PARTE 3

A idéia central da justiça distributiva é a meritocracia, ou seja, realizar a distribuição de acordo com o mérito de cada um, pois se as pessoas não são iguais não receberão coisas iguais.

Para a justiça distributiva o que é justo é o meio-termo, isto é, ojusto é o proporcional e o injusto é aquele que viola esta proporção.


PARTE 4
Enquanto a justiça distributiva é orientada pela proporcionalidade, a justiça corretiva é aplicada para tentar equilibrar a relação entre os envolvidos no ato injusto. Desta forma o juiz tenta restabelecer a igualdade por meio da pena, diminuindo o ganho do ofensor e aliviando a perda da vítima. A justiça corretiva,portanto, é o meio-termo entre perda e ganho.


PARTE 5

A reciprocidade não se identifica com a justiça corretiva, muito menos com a justiça distributiva, haja vista que aquela visa à retribuição exatamente igual quando da aplicação da pena. Existe a necessidade de igualar os termos da proporção para que haja a reciprocidade nas relações. Assim foi instituído o dinheiro como um instrumentopara mensurar o valor das coisas. Convencionou-se entre os homens o uso do dinheiro como forma de se chegar à unidade.

Se não houvesse como mensurar, por meio de uma ferramenta comum (dinheiro) coisas desiguais , não haveria igualdade, nem troca . E não havendo troca não haveria associação entre os homens. Neste sentido, o dinheiro é importante para proporcionar igualdade entre as coisas.PARTE 6

A justiça política, conforme Aristóteles, é encontrada entre homens que são livres, iguais e submetidos à lei e a lei existe para regular as relações das pessoas entre as quais pode haver injustiça. Daí deriva o entendimento de que quem governa é a lei, visto que o homem pode governar em seu próprio interesse e tornar-se um tirano.

O magistrado é o guardião da justiça, da igualdade e,em última análise, da lei. Sendo ele justo supõe-se que não possua mais do que a sua parte, devendo ser recompensado com honra e privilégio.


PARTE 7

Trata da subdivisão da justiça política: parte natural e parte legal. Natural consiste na mesma força em todos os lugares, independente do pensamento dos homens serem distintos. A Legal ou justiça por convenção, caracteriza-se pelas...
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