Resumo do capítulo: O Princípio do Sistema Comercial ou Mercantil

Páginas: 7 (1652 palavras) Publicado: 7 de maio de 2014
Resumo do capítulo: O Princípio do Sistema Comercial ou Mercantil
Que a riqueza consista no dinheiro, isto é, no ouro e na prata, é uma ideia popular que deriva naturalmente da dupla função do dinheiro, como instrumento de comercio e como medida de valor. Dispondo dele, não há dificuldade alguma em fazer qualquer outra compra. Tornar-se rico, nesse modo de pensar, é adquirir dinheiro; em suma,a riqueza e o dinheiro, no linguajar comum, são considerados como sinônimos, sob todos os aspectos.
Acumular ouro e prata em um país constitui o caminho mais rápido para enriquecê-lo. Entre os tártaros, como entre todos os outros povos de pastores, que geralmente ignoravam o uso do dinheiro, o gado constitui o instrumento do comércio e a medida de valor das demais mercadorias.
Para Sr. Locke, oouro e a prata constituem a parte mais sólida e substancial da riqueza móvel de uma nação; por esse motivo, no pensamento dele, o grande objetivo da Economia Política de tal nação deve consistir em multiplicar esses metais.
Uma nação não pode enviar muito dinheiro ao exterior, a não ser que tenha muito no próprio país. Por isso, toda nação colocada nessa situação deve procurar, em tempo de paz,acumular ouro e prata, para que, quando a necessidade o exigir, possa ter com que fazer guerra contra seus inimigos de fora.
Por esse motivo, todas as nações europeias procuraram acumular ouro e prata. Inicialmente proibindo a exportação desses metais. Espanha e Portugal proibiram totalmente a exportação de ouro e prata, sob penas rigorosas, ou impuseram pesadas taxas aduaneiras à respectivaexportação. Entretanto, os comerciantes consideram essa medida inconveniente, eles muitas vezes, tinham a possibilidade de comprar, mais vantajosamente com ouro e prata do que com qualquer outra mercadoria, as mercadorias estrangeiras que queriam, ou para importá-las a seu próprio país ou para transportá-las para alguma outra nação estrangeira. Por isso, os comerciantes protestavam contra talproibição, como prejudicial ao comércio. Alegavam, que a exportação de ouro e prata nem sempre diminuía o estoque no país.
Tal exportação, diziam eles, só poderia ser evitada atendendo-se devidamente ao que chamavam de balança comercial. Sustentavam ainda que, quando a Inglaterra exportava um valor superior ao que importava, os países estrangeiros ficavam com balanço devedor em relação a ela, dívidaesta que necessariamente teria de pagar com ouro e prata, aumentando com isso a quantidade de ouro e prata no reino. Proibir a exportação desses metais não lograria efeito; o remédio seria fazer com que tal exportação ficasse mais cara, tornando-a mais dispendiosa. Quanto mais o câmbio for desfavorável a um país, tanto mais a balança comercial lhe tornará desfavorável, já que o dinheiro desse paísnecessariamente perde tanto mais valor.
O comércio interno, o mais importante de todos, no qual um capital igual gera a renda máxima e cria o máximo de empregos para a mão de obra do país, passou a ser considerado apenas como subsidiário em relação ao comercio exterior. Argumentava-se que tal comércio não trazia nenhum dinheiro de fora, como também não gerava nenhuma exportação de ouro e prata.
Umpaís que não possui minas próprias sem dúvida é obrigado a trazer de fora seu ouro e sua prata; e um país que tem com que comprar ouro e prata, nunca terá falta deles. Podemos estar certos de que o livre comércio sempre nos assegurará o ouro e prata que tivermos condições de comprar ou empregar, seja para fazer circular as nossas mercadorias, seja para outras finalidades.
Nenhuma mercadoria éregulada mais facilmente e com maior exatidão pela demanda efetiva do que o ouro e a prata; com efeito. Devido ao seu volume reduzido e ao seu alto valor, não há nenhuma outra mercadoria que possa ser transportada mais facilmente de um lugar a outro.
Quando a quantidade de ouro e prata importada em um país supera a demanda efetiva, não há vigilância ou controle do Governo que consiga impedir sua...
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