Resumo do capítulo A Idade Média e a Filosofia do livro O espírito da Filosofia Medieval de E. Gilson

Páginas: 6 (1261 palavras) Publicado: 2 de junho de 2014
A IDADE MÉDIA E A FILOSOFIA


O problema da filosofia cristã

Seguindo os passos de Étienne Gilson em sua obra O espírito da filosofia medieval, mais especificamente no que concerne ao último capítulo de seu estudo, a saber, A Idade Média e a filosofia, far-se-á um breve resumo acerca do principal problema que Gilson se propõe: sobre a filosofia na Idade Média e a possibilidade de umafilosofia cristã.
Nesse sentido cabe, antes de discorrer à respeito do capítulo A Idade Média e a filosofia, destacar alguns aspectos gerais da primeira parte da obra de Gilson, o capítulo intitulado O problema da filosofia cristã.
A primeira pergunta que o autor se faz é: o termo “filosofia cristã”, afinal, faz algum sentido? Em outras palavras, as escolásticas da Idade Média, que partem de dogmasreligiosos (ao que a filosofia tradicional parece ir contra), realmente merece o título de filosofia?
Para responder tal problema Gilson se remete, principalmente, à uma análise histórica da filosofia. Dessa forma, as duas primeiras constatações que ele faz dizem respeito, primeiro, à uma crítica à filosofia medieval por historiadores da filosofia que dizem que esta nada mais foi do que uma“costura de retalhos” da filosofia grega adaptada à teologia cristã; e, segundo, à uma comum objeção à filosofia cristã de que a religião (da qual ela, evidentemente, toma parte) não é da ordem da razão e, justamente pelo fato da religião cristã ser de ordem “irracional” e a filosofia exclusivamente de ordem racional, assim o termo “filosofia cristã” (unindo noções contrárias) não tem sentido.
Cabeconsiderar, porém, que filósofos medievais provavelmente se defenderiam de tais acusações afirmando que a religião (no que concerne à fé) é necessária à razão (à filosofia), pois esta, no seu uso por si só, encontra problemas e aporias insuperáveis, além de divergências entre diferentes filósofos (como de fato se percebe nas filosofias gregas), o que acaba levando ao ceticismo. Nesse sentido aRevelação (fé) aparece como um guia que levará a razão à verdadeira inteligência (além de, evidentemente, ser o meio de salvação do homem).
Mas, voltando ao problema acima proposto, Gilson destaca que, de fato, houve uma realidade histórica correspondente ao termo “filosofia cristã”, principalmente em sua origem, onde o cristianismo apresentava elementos especulativos próprios da filosofia. Além disso,segundo o autor, não se pode dizer que a Idade Média não influenciou a história da filosofia como um todo. Basta prestar atenção na herança cristã às metafísicas modernas.
O fato, porém, de haver existido um “exercício cristão da razão” (o que corresponde, grosso modo, à uma investigação e justificação dos dogmas religiosos pela razão, apesar de sempre toma-los, a priori, como verdadeiros), e de osfrutos de tal exercício haverem influenciado as filosofias sucessoras, é no máximo uma evidência da possibilidade de uma filosofia cristã. O problema da relação entre filosofia e a religião cristã ainda continua.
Diante de tais considerações poder-se-á entender melhor o que Gilson apresentará no último capítulo de seu estudo, ao qual esse resumo dará primazia, visto que ele retorna ao que foitratado (mesmo que brevemente) aqui para tentar solucionar os problemas que se lhe apresentam na ultima parte de O espírito da filosofia medieval.

A Idade Média e a filosofia

Gilson apresenta o problema da possibilidade da filosofia cristã em termos históricos e suas conclusões, por sua vez, também se apresentam nesses termos. O que não significa, é claro, que o autor não se defronte como ocaráter filosófico do problema e desenvolva grande parte de suas considerações nesse âmbito.
O fato é que (e é isso que Gilson que destacar, além de ser seu ponto de partida para o problema) do ponto de vista histórico da filosofia, como já foi comentado, ao termo “filosofia cristã” há uma realidade correspondente na história.
Nesse sentido, historicamente interpretando o que concerne à...
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