Resumo do capítulo Médicos e Doentes

Páginas: 10 (2253 palavras) Publicado: 13 de maio de 2014
Resumo do capítulo Médicos e Doentes


Nos séculos XVII e XVIII a medicina ainda se encontra fragmentada e incoerente. A cura ainda não usa vias racionais, com terapia e medicina caminhando num paralelo desarranjado. A terapia continua retrógrada e pouco estável no seu desenvolvimento, sem a penetração de novas idéias filosóficas.
O mito da panacéia (deusa grega da cura), a procura de umremédio para todos os males permanece, sendo que diz-se que a natureza deveria combater a anti-natureza. O ópio aparece com grande destaque, na verdade como um “sossega leão”, mas tem efeito nada longitudinal, gerando ainda um posterior aumento da dose (parecido com os dias atuais perante alguns fracassos com medicação). O ópio apenas inibia a sensibilidade simpática, não procurando um tratamento,mas sim por o doente dentro dos padrões.
O compromisso com a saúde é muito procurado, mas pouco conseguido, visando ainda muito mais algo no sentido moral. A saúde é o “tempero adequado dos fluidos” e “flexibilidade da mola dos sólidos”, com o ópio se transformando em vapor no combate aos males, ou seja, acontece novamente a ligação com o calor, o vapor nesse sentido estaria expurgando osespíritos malignos. Esse estado físico do ópio faz com que ele chegue a todos os lugares do corpo, através das entranhas (novamente elas com importância), chegando tanto aos elementos saudáveis, quanto aos não saudáveis. Mas a explicação ainda é um finalismo divino: o ópio guarda um segredo dos deuses! Depois da expurgação, o ópio deixaria no corpo apenas os espíritos benéficos enviados pelo Criador, osque não trazem a morte e as vicissitudes.
Os “pseudo-medicamentos” da época seguem a lógica de procurarem ser dotados por algo segredo, e se resultam em qualquer modificação ou aparição física, já tem sua eficácia comprovada. Procuram o resultado mais imediato possível.
Como a loucura ainda é tratada às sombras, como algo soturno, o tratamento dela ainda se inspira em maneiras insólitas, quevão contra as concepções médicas da própria época, como o tratamento com pedras preciosas. Mesmo os que divergem sobre tais poderes, não vão até o fim na contestação, acabando por reconhecer outros benefícios nos mesmos objetos.
O próprio homem também é utilizado contra a loucura, de maneira bizarra. Excrementos, fios de cabelo, leite materno e etc. podem ser usados para diversos tipos de cura. Ocrânio é tido como parte mais importante do corpo, mas o que sobressai como o mais importante é o simbolismo e a punição devido o pecado religioso, como o uso da serpente (símbolo supremo do pecado) sendo usado como remédio. Todo esse simbolismo atrapalha a prática da real medicina, com a esteira do relacionamento com a loucura indo no mesmo sentido através da guia religiosa, do combate aodiferente social por meios nada apropriados.
Mas é no fim desse período que a busca por uma cura diferente do mito da panacéia tem seu inicio, com a busca por algo não universal para tudo, mas sim um meio determinado que tenha um determinado fim, uma cura finalmente atrelada à doença. Todo o percurso da cura deve ser guiado pelo que se vê da doença, podendo variar e corrigir-se no decorrer do caminho. Avida médica e o domínio clínico começam a se manifestar, o que exigirá uma melhor comunicação entre médico e doente. A relação entre medicina e loucura se tornou mais próxima, o que não era possível com o modo de internamento anterior.
Foucault cita algumas idéias que subdividiram a curas da loucura pela terapia:
A consolidação que se refere à fraqueza existente em toda loucura, por fraquezado espírito maligno “possuidor”, consistência da fibra ou falta de resistência, mesmo no ataque mais abrupto de loucura, onde a força parece estar multiplicada. Então deverá se procurar dar um vigor calmo aos espíritos, um tranqüilizador, uma domesticação para o espírito que está agitado contra sua própria vontade e dar a ele um escape, através do uso de odores que façam com que ele repila o...
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