Resumo capítulo 2 de a construção das ciências

Páginas: 7 (1572 palavras) Publicado: 27 de abril de 2013
Resumo: FOUREZ, Gerard. A construção das ciências In Reflexões epistemológicas. O método científico: a observação. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1995. Págs. 37-61

O dito método crítico dialético “parte-se da maneira pela qual, espontaneamente, as pessoas se representam algo.” (pág.37) Em seguida, usa-se de um diferente ponto de vista, negando o primeiro, para que,finalmente, uma síntese seja criada, resultando, assim, em uma nova maneira de ver. Entretanto, não se caracteriza por ser uma verdade absoluta, uma vez que esta pode também ser confrontada por uma nova antítese, originando assim uma nova tese, de maneira cíclica. Este ciclo se repete cada vez que uma tese não mais seja satisfatória. O que se obtêm, de fato, é uma nova representação, mais refinada.(págs.37-38)
O método crítico define-se, de maneira simplista e de acordo com as representações de Claude Bernard, na seguinte forma: “As ciências partem da observação fiel da realidade. Na sequência dessa observação, tiram-se leis. Estas são então submetidas a verificações experimentais e, desse modo, postas à prova. Estas leis testadas são enfim inseridas em teorias que descrevem a realidade.”(pág38) Através do método dialético, uma visão mais crítica pode ser obtida, à medida que se distancia da visão espontânea, da observação. Ao contrário do que a maioria acredita, “a observação não é puramente passiva, trata-se antes de uma certa organização de visão.” (pág.40) Assim sendo, para que uma observação seja feita, é necessária a utilização de uma série de noções tidas previamente e,baseando-se nestas, se obterá uma interpretação, variando de acordo com os conceitos prévios acerca do que se é observado. (págs38-42)
Um fato, por sua vez, é uma interpretação teórica tida como indiscutível, pelo menos até o momento. Para tal, se faz necessária uma prova de observação, de modo que esta seja capaz de apoiar o ponto de vista apresentado, resultado de uma interpretação que se faz maissatisfatória àquele que tenta tornar sua observação um fato. Os objetos a serem analisados, afim de que sejam tidos como provas, são majoritariamente ligados ao sentido da visão, deixando, assim, os outros sentidos em segundo plano. (págs.42-44)
Uma vez que uma observação apresenta elementos teóricos, não há maneira de se valer de um ponto de partida universal, indiscutível; o próprio ponto departida já leva consigo interpretações prévias. Ademais, tudo está sujeito a outro fator restritivo: a linguagem - seja ela verbal ou mental. Uma definição em uma língua pode não surtir o mesmo efeito noutra. Concluindo, não há uma observação completa, pois o ato de observar está intrinsicamente ligado a vários fatores seletivos. Seguindo esta linha, nota-se que as próprias proposições empíricas partemde proposições teóricas, pois estão, também, ligadas a fatores restritivos. (págs.44-46)
Para que se chegue a uma definição científica, parte-se de conceitos teóricos. Sendo assim, uma definição nada mais é do que uma interpretação. (pág.46)
As relações de semelhança e de diferença são dadas por conceitos que partem de uma decisão baseada na teoria. Através desta decisão que se agrupam objetos.O mesmo ocorre com o que é tido como ciência. Em suma, “a semelhança não é jamais dada, ela é imposta à nossa estruturação teórica porque a julgamos prática.” (pág.47) (pág.47)
Ao falar de um objeto, é necessário que todos os interlocutores tenham, em comum, elementos de linguagem convencionais, do contrário, não há compreensão – o objeto se torna subjetivo. Aliás, o próprio conceito de objetosó é válido se há uma maneira comum de vê-lo e descrevê-lo. Desta forma, a objetividade é relativa a diferentes culturas de diferentes universos linguísticos, – é um fato social – de modo que o que se tem como objetivo em uma cultura, em outra pode ser subjetivo. (págs.47-50)
Seguindo esta linha de raciocínio, é válido afirmar que a observação não depende apenas daquilo que se está a observar,...
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