Resumo-BAPTISTA, Abel Barros. Entre o rato e o beijo: analista e segredo em “A causa secreta”. Espelho: revista machadiana. N. 3, 1997, p. 5-35.

364 palavras 2 páginas
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
PROF. DR. WILBERTH CLAYTHON FERREIRA SALGUEIRO
ESTUDOS LITERÁRIOS II

BAPTISTA, Abel Barros. Entre o rato e o beijo: analista e segredo em “A causa secreta”. Espelho: revista machadiana. N. 3, 1997, p. 5-35.

O texto Entre o rato e o beijo: Analista e segredo em: ‘A causa secreta’, de Abel Barros Baptista, faz uma análise crítica do conto ‘A causa secreta’ de Machado de Assis, que apresenta como tema central, a questão do sofrimento e da crueldade do ser humano. Para fazer sua análise Baptista parte de questões propostas por Paul Dixon que classifica os personagens Fortunato e Garcia como sádicos e duplos e que eles existem numa condição de implicação mútua, o que Dixon designa como “terceira pessoa limitada”: a visão do narrador está limitada pela visão de uma das personagens.
Baptista acha essa análise de Dixon incompatível com a letra do conto de Machado e destaca que o que o deixa em dúvida é justamente a idéia de duplos, porque esta espécie de transitividade da repetição-ora o narrador é cópia de Garcia que é cópia de Fortunato, logo cópia de Fortunato, o leitor cópia do narrador, logo cópia de Garcia, logo cópia de Fortunato- resulta em uma neutralização da narração. Ainda, destaca que a questão envolve a repetição do olhar e do ponto de vista: é notável a insistência da narrativa em verbos como olhar, ver, observar, fixar. O autor destaca que há entre Garcia e o narrador um laço mais difícil de destrinchar que uma simples repetição: é um laço que se enreda entre o rato e o beijo, mais decisivamente no momento em que nos obriga a recuar do beijo da cena final ao episódio do rato, cena que evidentemente é decisiva para se chegar ao ponto da decifração da causa secreta. Está revelado para Garcia e simultaneamente para o leitor, o segredo de Fortunato. Baptista deixa isso bem claro quando cita o trecho de uma fala de Garcia: “Castiga sem raiva, sem raiva pensou o médico, pela necessidade de achar uma sensação de

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