resumo 38 estrategias de ARTHUR SCHOPENHAUE

Páginas: 60 (14849 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014


ARTHUR SCHOPENHAUER
38 Estratégias
para vencer
qualquer debate



Introdução

MÉTODOS E TRUQUES NA ARTE DA ARGUMENTAÇÃO

Como em qualquer disputa, em uma discussão o que está em ação não é o desejo pela verdade,
mas o desejo pelo poder. E o ser humano, que não é um ser especialmente nobre, revela seu lado
mais sombrio: a vaidade e a hipocrisia triunfam. Desafiar umaconvicção soa como desvalorizar a
personalidade; uma refutação é considerada acusação de inferioridade intelectual. Portanto, cada um
se agarra desesperadamente às suas afirmações; mesmo aqueles que duvidam da legitimidade de sua
causa, fazem todos os esforços para, pelo menos, parecer vitoriosos. Assim atacam muitas vezes de
maneira intencional, e outras tantas vezes de forma parcial oucompletamente passional com todos os
tipos de truques e subterfúgios dialéticos. E eles são numerosos e variados, mas repetem-se por toda
parte: nas conversas diárias e nas polêmicas dos jornais, em debates parlamentares e em processos
judiciais; e até mesmo em discussões acadêmicas, deparamos hoje com os mesmos truques e
subterfúgios utilizados há séculos.

Dois mil anos atrás, Aristóteles jáacrescentava aos seus Tópicos um apêndice sobre as “falácias
dos sofistas”: um livro hoje pouco palatável cujos exemplos são insuportavelmente banais e podem
até parecer bobos. Quem deve mergulhar a sério nesses casos de “diérese”, como a afirmação de que
um número pode ser tanto par quanto ímpar porque dois mais três é igual a cinco; quem deve se
deixar enganar por falácias, por exemplo, de que duaspalavras escritas da mesma forma devem ser
tratadas como sinônimas embora possam ser diferenciadas quando pronunciadas por entonações
diferentes? Ou por contestações infantis como “o negro é preto e branco ao mesmo tempo” — ou
seja, tem a maioria da pele negra, mas branco se estivermos focados nos dentes, etc. Ao mesmo
tempo, quem entender o princípio do mecanismo dessas estratégias e conseguirtirar conclusões dos
casos mais complicados será visto com admiração, pois compreende os numerosos casos de
Aristóteles que realmente têm a ver com as falácias e ainda são usados a todo momento e não são
fáceis de identificar no dia a dia. No entanto, o autor as coloca na forma mais simples possível e,
provavelmente de maneira intencional, as ilustra por meio dos exemplos bastante óbvios,para tornar
a contestação contundente. Esta divisão aristotélica povoou e ampliou a lógica medieval. O ensino
das “falácias”, pelas quais se podem compreender os sofismas utilizados normalmente, desempenhou
um grande papel nos antigos livros de lógica até o século XIX. Em parte, a velha terminologia
escolástica ainda é usada hoje pelos estudiosos; alguns termos até fazem parte da linguagemcotidiana dos intelectuais, como “petitio principii”, “ignoratio elenchi” ou o formal “post hoc, ergo
propter hoc”.
Outros foram completamente esquecidos ou substituídos por termos comuns e modernos. Quando,
por exemplo, alguém amplia uma afirmação válida apenas sob certas condições; quando ele conclui
que o vinho é nocivo por causa dos efeitos nocivos do consumo imoderado de vinho, os antigoslógicos chamariam isso de uma “fallacia um dicto secundum quid ad dictum simpliciter”, enquanto
hoje se diria apenas uma “generalização não confiável” ou uma “confusão entre precisão relativa e
absoluta”. Mas, em casos complicados e de difícil compreensão, termos técnicos curtos estão
ausentes por completo, e por isso é difícil impedir as falácias do adversário de forma clara e concisa
no decorrerde um debate acalorado.
Seria uma empreitada muito útil substituir a sabedoria acadêmica empoeirada e ornamentada por
uma técnica de debate verdadeiramente moderna. Em certo momento, Schopenhauer quis fazer isso,
como ele explica em seu ensaio “Sobre a lógica e dialética” no segundo volume de seu Parerga e
Paralipomena; mas depois desistiu porque achou “que tal exame detalhado e minucioso...
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