Resenha A Ideologia Alemã (Marx e Engels)

Páginas: 6 (1474 palavras) Publicado: 7 de novembro de 2014
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E
URBANISMO

Manoel Maria do Nascimento Júnior

A CONTRADIÇÃO CIDADE-CAMPO NOS FUNDAMENTOS DO
MATERIALISMO HISTÓRICO

Salvador
2014

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E
URBANISMO

Manoel Maria doNascimento Júnior

A CONTRADIÇÃO CIDADE-CAMPO NOS FUNDAMENTOS DO
MATERIALISMO HISTÓRICO

Resenha apresentada como requisito
parcial para aprovação na disciplina
ARQ 503 – Teorias da Cidade, do
curso de Mestrado em Arquitetura e
Urbanismo
da
Faculdade
de
Arquitetura e Urbanismo da UFBA

Salvador
2014

A CONTRADIÇÃO CIDADE-CAMPO NOS FUNDAMENTOS DO
MATERIALISMO HISTÓRICO

ENGELS,Friedrich; MARX, Karl. Trocas e força produtiva. In: A ideologia alemã. São
Paulo: Martins Fontes, 1998, pp. 55-72.
ENGELS, Friedrich; MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 1998, pp. 5261.
Abandonado pelos autores à “crítica roedora dos ratos”, o livro A ideologia alemã é
um texto controverso em sua publicação e polêmico em seu conteúdo.
O livro foi resgatado no começo do séculoXX pelo Instituto Marx-Engels de Moscou
e publicado sob a cuidadosa supervisão de David Riazánov em 1926. Sucessivas versões do
texto, com diferentes formas de organizar os capítulos, foram sendo publicadas ao longo dos
anos, pautadas pela falta de um plano sistemático para a obra e pelo fato de várias páginas
estarem faltando ou terem sido, literalmente, roídas por ratos.
A edição maistradicional é a apresentada pela editora Martins Fontes. Corresponde à
segunda edição do Instituto Marx-Engels para o capítulo sobre Feuerbach, na qual a
ordenação cronológica dos textos, respeitada na primeira edição feita por este instituto sob os
cuidados de David Riazánov, foi substituída pela interpolação de textos escritos em momentos
diferentes, desde que uns complementassem as ideias dosoutros e formassem um todo
coerente.
Tal medida foi justificada por uma necessidade política: no enfrentamento entre
stalinistas e social-democratas, os stalinistas – na verdade, o próprio Stalin – criou o
materialismo histórico-dialético. Trata-se da confusa e controversa unificação do materialismo
histórico, enquanto método de análise histórica, econômica e sociológica das sociedadeshumanas, com o “materialismo dialético”, uma concepção filosófica que tem na dialética o
fundamento de uma visão conflitual e evolucionária da natureza e da sociedade. O
materialismo histórico seria, para os stalinistas, a aplicação, no campo restrito da
compreensão das sociedades humanas, de princípios supostamente existentes na natureza,
verificados pela química, pela física e pela biologia, eposteriormente sintetizados sob o nome
de materialismo dialético.

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A aplicação do primeiro como um ramo particular do segundo leva à conclusão – autoevidente, para os stalinistas – de que o comunismo é um salto qualitativo frente ao
capitalismo, e um salto qualitativo necessário (no sentido filosófico de “inescapável”,
“incontornável”, ou que “dadas tais ou quais premissas, oresultado só pode ser tal como é,
sem qualquer outra alternativa”). Sendo o comunismo um salto qualitativo necessário frente
ao capitalismo, a “razão histórica” na disputa entre stalinistas e social-democratas estaria com
os primeiros – o que, hoje o sabemos, é falso; entretanto, enquanto o comunismo ainda era um
regime jovem, tal justificativa ideológica era de extrema necessidade no embatepolítico, e
caía-lhe bem.
Ultrapassada a existência do bloco soviético pela sua derrocada, causada pelas suas
próprias contradições internas (extrema repressão, burocratização da economia e da vida
social etc.), o texto de A ideologia alemã deixou de ser objeto de disputa política e passou a
ser reordenado segundo critérios filológicos, em especial o capítulo Feuerbach. Isto resultou
na...
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