Resenha sobre a Revolução Industrial de Eric Hobsbawm

Páginas: 5 (1154 palavras) Publicado: 15 de setembro de 2014
Discente: Nilza Paes

Resenha 01: Texto de Eric Hobsbaum
A Era das Revoluções – Editora Paz e Terra
Capítulo II: A Revolução Industrial

Com o objetivo de analisar a Revolução Industrial e seus impactos na sociedade até os dias de hoje, Eric Hobsbawm inicia o capítulo dois de seu livro “A Era das Revoluções”, citando o próprio nome “RevoluçãoIndustrial” e sua atuação moderadamente tardia sobre a Europa. O fato já existia na Inglaterra antes do referido termo ser aplicado. Segundo a maioria dos estudiosos, a década de 1780 foi o ponto de partida para a Revolução, a qual se prossegue até hoje.
O autor inicia com duas epígrafes: uma de Arthur Young que exalta os homens que criaram a máquina a vapor e a outra de A. De Toqueville que descrevea cidade de Manchester, onde foi o palco em que “a humanidade atingiu o seu mais completo desenvolvimento e a sua maior brutalidade”. A partir daí, o historiador começa a falar sobre a revolução industrial na Inglaterra. Ele coloca que, apesar de não possuirem superioridade tecnológica e científica (os franceses foram os que estavam à frente nesse quesito, ao produzirem melhores navios e o maissofisticado tear) o avanço britânico deu-se por diversas condições favoráveis que lá se encontravam: havia se passado mais de um século desde que o primeiro rei fora julgado e condenado; a política governamental tinha como seus principais objetivos, o lucro privado e o desenvolvimento econômico; com as atividades agrícolas predominantemente voltadas para o mercado, já não se falava mais em“campesinato britânico”; as manufaturas já se haviaam propagado por um interior não feudal. Além disso, a Grã-Bretanha possuía uma indústria consideravelmente ajustada à revolução industrial pioneira, com suporte para se lançar a indústria algodoeira e expansão colonial.
Hobsbawm dá seguimento se referindo ao comércio colonial, que criara a indústria algodoeira e continuava a alimentá-la. A indústriabritânica se sustentava com o grosso fornecimento de algodão vindo das plantações das Índias Ocidentais. Em troca, os plantadores compravam tecidos de algodão em consideráveis quantidades. No período de 1750 a 1769, a exportação britânica de tecidos de algodão aumentou mais de dez vezes. Em 1840, aproximadamente, a Europa adquiriu 200 milhões de jardas de tecidos de algodão, enquanto as áreas“subdesenvolvidas” adquiriram 529 milhões, destcando-se a América Latina (já emancipada de Portugal e Espanha) e as Índias Ocidentais. Os empresários privados foram tentados a ser lançar na aventura da revolução industrial, pois o algodão fornecia altíssimas possibilidades. Cita-se o siatema “doméstico” no qual se trabalhava a matéria-prima nas residências, receebendo-a e entregando-a aos mercadores queestavam a caminho de se tornarem patrões, tornando-se assim, a maneira mais objetiva de se expandir a indústria no século XVIII.
Prosseguindo, o historiador fala que em 1830, a “indústria” e a “fábrica” naquele tempo, exprimiam quase que exclusivamente as áreas algodoeiras do Reino Unido. Quando o algodão florescia, a economia florescia, se ele caía, a economia também caía. Somente a agriculturatinha um poder comparável, embora estivesse declinando visivelmente. Entre 1830 e 1840, houve uma acentuada desaceleração no crescimento da indústria algodoeira, gerando um declínio da renda nacional britânica e contraiu um descontentamento social. Ficou-se em evidência as crises periódicas da economia, que consequentemente levaram ao desemprego, quedas na produção, bancarrotas, etc.
Continuando,o autor cita a metalurgia, especificamente a do ferro, que permanecia moderada. Em 1790, a produção britânica superou a da França em somente 40%. Comparando a produção britânica de ferro com a produção mundial, percebe-se seu declínio nas décadas seguintes. Contudo, a mineração era forte no período. Em 1800 a Grã-Bretanha deva ter produzido cerca de 10 milhões de toneladas de carvão, ou...
Ler documento completo

Por favor, assinar para o acesso.

Estes textos também podem ser interessantes

  • Revolução Industrial e Eric Hobsbawm
  • Revolução industrial
  • resenha eric hobswan, revolução industrial
  • Revolução Industrial Inglesa
  • HOBSBAWM, Eric J. Da revolução industrial inglesa ao imperialismo.
  • resenha sobre revolução industrial
  • Sobre História
  • Resenha da obra “A Era Das Revoluções” de Eric Hobsbawm (Capitulo III – A Revolução Francesa)

Seja um membro do Trabalhos Feitos

CADASTRE-SE AGORA!