Resenha sobre artigo 5° da constituição federal

Páginas: 10 (2268 palavras) Publicado: 11 de junho de 2012
A CATEGORIA DE JUSTIÇA À LUZ DE TOMÁS DE AQUINO 

Introdução
Tomás de Aquino (1221-74), natural de Roccasecca, no sul do Lácio, depois concluir graduação a em Paris, solicitou ao dominicano Guilherme de Moerbeke a tradução direita do grego dos livros de Aristóteles. Gozava na época de grande autoridade em Roma. Após assumir a cátedra em Paris, polemizou com averroístas e com agostinianos. A obrade Tomás nasce do conflito reinante em Paris entre a liberdade, que é exigência da razão, e a desconfiança, que a fé e o dogma impõem (ZILLES, 1996). O Aquinate propõe reconciliar criticamente a fé e a razão, escolhendo como instrumento o aristotelismo. Nos seus escritos, prevalece um estilo rigoroso escolástico: exposição do problema, solução possível e objeções e por fim, resolução definitiva eresposta as objeções colocadas. Dentre suas obras cabe assinalar: Suma Teológica (1266-73), Suma contra os Gentios (1259-64), O Ente e a Essência (1254) e Questões discutidas sobre a Verdade (1256-59).
As principais influências no pensamento de Tomás são as obras de Aristóteles, através da tradução realizada do grego para o latim e sua longa tradição neoplatônica postulada por meio da Patrística,de Agostinho e do Pseudo-Dionísio. Além dessas fontes, recebe contribuição de filósofos árabes e judeus, de Avicena e Averróis, de modo particular do seu Mestre Alberto Magno.
Na história da moral destacam-se dois momentos no uso da virtude da justiça para organizar a ética social: são os tempos da escolástica (sínteses medievais) e da segunda escolástica (tratados ético-jurídicos doRenascimento). Embora nos demais períodos também se utilize a categoria ética da justiça, é na primeira e na segunda escolástica que este conceito servirá de eixo norteador do tratado (VIDAL, 1986). Neste artigo, pretendemos expor brevemente o importante conteúdo moral que abarca a categoria ética da justiça a partir de Tomás de Aquino.
1 A Relação entre fé e razão no Aquinate
A concepção Tomasiana no que serefere fé e a razão ocupam parte importante na sua reflexão. Para ele, fé e razão são maneiras diferentes de conhecer: Cumpre a saber que há dois tipos de ciências. Umas partem de princípios conhecidos à luz natural do intelecto,como a aritmética, a geometria e semelhantes. Outras, provém de princípios conhecidos por ciência superior, como a teologia (Tomás de Aquino, 1957).
Logo, fé e razão paraTomás não podem se contradizer porque Deus é o autor de ambas: Se se encontra, portanto, alguma coisa contrária a fé nas afirmações dos filósofos, não se deve atribuir isso à filosofia, mas a um mau uso da filosofia devido a alguma falha da razão. Embora a razão seja precisa para conhecer as verdades fundamentais de ordem natural e seja autônoma na análise das coisas naturais, é incapaz de entrarnos mistérios divinos. Por isso, Deus bondosamente vêm ao encontro do homem pela Revelação. Essa orienta o filósofo em suas pesquisas (ZILLES, 1996).
Portanto para Tomás, a razão pode prestar um grande auxílio à fé, seja para demonstrar coisas que são preâmbulos da mesma, seja para ilustrar, por meio de semelhanças e dessemelhanças, as coisas que pertencem à fé; seja para opor-se às coisas que sãoditas contra a fé. Segundo Campos (1989), ele coloca o Absoluto como centro de suas reflexões, sendo que o tomismo contemporâneo encontra-se apto a realizar a harmonia e a reconciliação entre fé e razão, entre o saber filosófico e o teológico.
2 O Tratado “de Justitia” de Tomás de Aquino
Dentro das sínteses teológico-morais da Idade Média tomamos como referência a de Tomás de Aquino, não somentepelo seu valor, mas também pela influência que teve na história da Moral. É preciso reconhecer a relevância que Tomás possui na história da reflexão ético-filosófica sobre o tema da justiça. A obra de Tomás não se reduz a simples comentários de Aristóteles, mas assinala elementos de notável originalidade. O Aquinate é o primeiro a construir um tratado de Justiça e inseri-lo dentro da reflexão...
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