Resenha preconceito linguístico

Páginas: 6 (1468 palavras) Publicado: 20 de março de 2012
RESENHA CRÍTICA
PRECONCEITO LINGUISTICO: O que é, como se faz.

A obra de Marcos Bagno preconceito lingüístico: O que é, como se faz. Nos apresenta a língua como um enorme iceberg flutuando no mar do tempo (BAGNO, 1999, p. 09) e tal qual um iceberg o que se mostra dessa língua é o que se conhece por norma culta, ficando submerso todas outras variantes. No entanto o preconceito lingüístico sedá justamente porque se considera a forma correta da língua apenas essa pequena porção da língua. Dando margens ao que é considerado pelo lingüista uma ideologia dominadora, autoritária e elitista, ou seja, quem domina essa forma é que realmente sabe a língua. Menosprezando todos os outros falantes.
A tendência atual de lutas e movimentos de combate a várias formas de preconceitos não acontece coma lingüística, do contrário o que há é uma afronta com as variedades e diversidade do português que se fala no Brasil. Esse tipo de preconceito é constantemente alimentado pela mídia que alimenta o que o autor coloca como mitologia do preconceito lingüístico.
“A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”, o primeiro mito apresentado pelo autor, é alimentado pelaescola, pelo sistema educacional brasileiro, felizmente o Ministério da Educação em seus parâmetros curriculares nacionais para o ensino fundamental, já aponta novos rumos para o ensino da língua portuguesa, no entanto essas novas coordenadas devem chegar às salas de aulas, derrubando assim esse mito.
A comparação entre o português de Portugual e o falado no Brasil, é o segundo dos mitos abordado porMarcos Bagno, Uma comodidade do censo comum, onde fica claro o preconceito e o complexo de inferioridade do falante brasileiro. Um reflexo, ou herança do colonialismo sofrido pelo Brasil.
A afirmação: “Português é muito difícil, é o terceiro dos mitos tratados no texto. Realmente o que se aprende na escola, a forma culta, parece ser uma outra língua, o que é ensinado não é praticado, nem mesmopor quem ensina, como só a prática leva a perfeição acabamos por acreditar verdadeiramente que o português correto é difícil. Perfeito, mas impraticável.
Ao acreditarmos que “As pessoas sem instrução falam tudo errado” incorremos no mito nº 04 e no preconceito lingüístico, muitas vezes, arrogante e ignorante das mutações, avanços e retrocessos que a língua pode sofrer em sua trajetória. Como umbom estudioso o autor traz argumentos técnicos e científicos que justificam, por exemplo, a troca das consoantes L e R, ou ainda as várias influências de outras línguas derivadas do mesmo tronco que o português, em diversas regiões do país. Em áreas urbanas ou rurais.
O quinto mito do preconceito lingüístico diz que “O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão". Ora, esse mito éuma daquelas lengalengas propagadas sem que ninguém saiba ao certo sua origem. Pois bem, em suas considerações o autor desmitifica tal mito de forma categórica mostrando inclusive que, seja no maranhão ou em qualquer outro lugar do Brasil as peculiaridades estão presentes e intrínsecas na histórica e na formação cultural, fazendo parte da língua em sua plenitude temporal e espacial.
"O certo éfalar assim porque se escreve assim". O mito de número seis é facilmente derribado ou derrubado como queiram. As duas formas são aceitas na norma padrão, porém, dependendo de onde se fala cada uma delas podemos ser vítimas de preconceito. No entanto esse mito trás consigo coisas ainda mais graves, como a tentativa de imposição de uma maneira única de falar para uma população tão diversa social eculturalmente como a brasileira. Conforme alerta Marcos Bagno, devemos nos ater ao fato de que “é preciso ensinar a escrever de acordo com a ortografia oficial, mas não se pode fazer isso tentando criar uma língua falada "artificial" e reprovando como "erradas" as pronúncias que são resultado natural das forças internas que governam o idioma (…) a escrita é uma tentativa de representação (…)...
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