Resenha do livro Sirio Possenti Porque (não) ensinar gramática nas escolas

Páginas: 8 (1866 palavras) Publicado: 25 de fevereiro de 2015
RESENHA CRÍTICA – POR QUE (NÃO) ENSINAR GRAMÁTICA NA ESCOLA
Ana Paula Pinheiro
Michelle Adriana Maia O. Ramos
Nayara Niane Donato
POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas/São Paulo: ALB, Mercado de Letras, 1996

Sírio Possenti é graduado em Filosofia (Pontifícia Universidade Católica do Paraná, 1986). Atualmente, é professor associado ao departamento deLinguística da Universidade Estadual de Campinas, onde coordena o FESTA: Centro de Pesquisas, Fórmulas e Estereótipos. Autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, publicou ainda: Discurso, estilo e subjetividade; Os humores da língua; Os limites do discurso: questão para analistas do discurso; Língua na mídia; Malcomportadas línguas, humor, língua e discurso.
Na obra Por que (não) ensinargramática na escola de Sírio Possenti (1996), o autor questiona o modo como a gramática é ensinada nas escolas, e aponta quais seriam as mudanças necessárias para o ensino de Língua Portuguesa. O livro é dividido em duas partes. Na primeira parte do livro, ele apresenta dez tópicos , que na sua opinião resultará em considerável melhoria do ensino.

O primeiro tópico é “o papel da escola éensinar língua padrão”, o autor defende que o objetivo da escola é ensinar o português padrão, que todo falante tem a capacidade de escrever e ler a língua padrão. Ele aponta como erro o fato da imposição a quem não fala naturalmente, pois as razões pelas quais não se aprende, ou se aprende, mas não usa, depende de fatores sociais. O autor afirma que impor a língua padrão e o dialeto dos grupos maisfavorecidos aos demais grupos sociais menos favorecidos, como se fosse o único dialeto válido, seria uma violência cultural, esta seria a “tese de natureza político-cultural. Segundo o autor, a “tese da natureza cognitiva” o falante pode dominar várias línguas ou dialetos, desde que expostas consistentemente a elas.
No segundo “damos aula de que a quem?”, nesse ponto o autor tenta esclarecer o queseja uma língua e o que seja uma criança (na verdade, um ser humano, de maneira geral). Ele diz que para se ter uma concepção clara dos processos de aprendizagem, os professores e a escola teriam que saber diferenciar esses dois pontos. O autor critica a forma de repetição exaustiva usada pelos professores, de certa forma comparando os homens a os animais, para ele seria mais correto, o que seriatambém mais produtivo para a escola, aceitar que os homens aprendem certos tipos de coisas, em especial línguas, sem treinamento.
Em “não há línguas fáceis ou difíceis”, o autor fala basicamente da estrutura das línguas, diz que um falante de um país tem facilidade de aprender sua língua, tanto quanto o de outra variação lingüística. Ele conclui que não é mais fácil falar um dialeto ou outro.Ou seja, não há dialeto mais simples do que outro, o que há nesse caso são diferenças ligadas a variações de recursos gramaticais e a avaliação social que uma sociedade faz dos dialetos.
“Todos os que falam sabem falar”, o autor fala sobre o preconceito lingüístico. Possenti afirma que tem que se levar em conta o contexto social e lingüístico do aluno, que os professores deveriam ensinar aoaluno somente o que eles não sabem e não o que já dominam. Uma das conclusões dele diz que o professor deve analisar sem preconceito o desempenho de pessoas diferentes, cada uma com seu dialeto, para verificar se é verdade que há quem não sabe falar, apesar de deixar claro que a função da escola é ensinar a língua padrão, pode-se usar de formas mais eficientes de produção e técnicas de leitura.“Não existem línguas uniformes”, o autor fala da variedade da língua que se deve por conta que não existe uma única forma de falar e que ocorre um reflexo da variedade social, segundo ele os fatores geográficos é um dos mais relevantes, pois, o ser humano adapta a maneira de falar de acordo com o lugar onde vive. Ainda segundo Possenti, existe as variações lingüísticas que se deve aos fatores...
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