Resenha do livro Porque não ensinar gramática nas escolas

Páginas: 5 (1248 palavras) Publicado: 12 de fevereiro de 2014
NOME










RESENHA CRÍTICA













XXX
2013
A obra remete a uma discussão um tanto nova, mas poderia já sê-la por demais, velha, pois a cada ano torna-se mais frequente o desuso da língua padrão. Quando assistimos a novelas ou mesmo filmes de época, percebemos o quanto o dialeto padrão sofre variações ao longo do tempo, seja por influências político-cultural,ou de natureza cognitiva. No entanto como, quando ou porque estas variações acontecem, não será tema desta resenha, mas sim: dentre as estratégias escolares sobre a aplicação da língua portuguesa, o que de fato é relevante para aquisição e aplicação da língua através da sala de aula, apostando no ensino da língua (atual) e não de regras gramaticais.
Ensinar a língua padrão para quem já fala,deveria ser o papel da escola, no entanto esta tarefa não tem sido bem aplicada, pois há exclusão de parte da população (os menos favorecidos), com a alegação de que não a usam em seu dia a dia. No entanto, quem de fato usa a língua padrão?
É evidente que esta exclusão é preconceituosa, pois como se pode dizer que uma parte da população por “não aplicá-la” em seu dia a dia, não tem interesse ou nãotem capacidade de aprendê-la, pois como mencionei antes, estas pessoas já sabem falar e conforme o autor descreve:
“...Qualquer pessoa, principalmente se for criança, aprende com velocidade muito grande outras formas de falar,”...,”desde que expostas consistentemente a elas.”
Entender o que se ensina e para quem se ensina é primordial para o sucesso do ensino da língua, pois quando se questiona acapacidade de aprendizado de alguém, basta observar que crianças pequenas obtém sucesso na aprendizagem do ato de falar e a prova disso é que falam. O grande desafio é desenvolver novas técnicas de aprendizado da língua, pois as pessoas já chegam às escolas sabendo falar, não aprendem na escola.
Não há uma língua mais simples que outra, mas sim diferenças entre o valor atribuído ao falante.Quanto maior seu prestígio perante a sociedade, maior valor sua língua terá, ou seja, para a sociedade seu dialeto terá mais autonomia, sendo assim mais “complexo”. Aqui voltamos ao preconceito, pois julgamos a fala dos outros a partir da nossa. Ocasionando duas situações graves de preconceito: a de que há erro na fala do outro, ou de que há erro na nossa.
“...Aceitamos que os outros (os que falamoutra língua) falem diferente. Mas, não aceitamos pacificamente que os que falam ou deveriam falar a mesma língua falem de maneira diferente.”
Saber falar é saber uma língua, uma gramática, mas sem conhecer algumas regras e é o que de fato importa, pois o ato de se comunicar está sendo realizado, sem que a escola até então tenha se envolvido. Por isso a necessidade de uma nova abordagem quanto aoformato de aprendizado da língua.
“...Até porque, quando a escola ensina, o que ela ensina mesmo é a modalidade escrita dessa língua, mas não propriamente a língua.”
Analisando conhecimento versus aprendizado da língua, verificamos que mesmo não sabendo tudo, sabemos muito e que nenhuma escola ensina língua materna. O que nos leva a seguinte questão, conforme Posseti:
“...alunos que falamdialetos desvalorizados são tão capazes quanto os que falam dialetos valorizados, embora as instituições não pensem assim.”
As escolas ensinam a modalidade escrita da língua padrão, e mesmo com todas as tarefas que isso exige, se houvesse de fato que ensinar a oral, quanto tempo isso levaria?
Então, sabendo que os alunos já falam, podemos nos perguntar: Quanto tempo se perde ensinando coisas que osalunos já sabem? Tempo demais, tempo este, que poderia ser utilizado com mais qualidade, ensinando o que de fato importa:
“...ler e escrever, discutir e reescrever, reler e reescrever mais, para escrever e ler de forma sempre mais sofisticada etc.”
Ensinar língua padrão sem que exista um padrão. E por que não há? Porque não existem línguas uniformes, elas são reflexo da variedade social...
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