RESENHA DO LIVRO FESTA NO PEDAÇO: CULTURA POPULAR E LAZER NA CIDADE DE JOSÉ GUILHERME CANTOR MAGNANI

Páginas: 7 (1661 palavras) Publicado: 21 de outubro de 2013
O lazer é parte integrante da vida cotidiana das pessoas, é o lado mais agradável e descontraído de sua rotina semanal. Baile, circo, partida de futebol amador, sinuca, festa de aniversário ou casamento, excursões, são entretenimentos autênticos que podem constituir uma via de acesso ao conhecimento de valores, da maneira de pensar e do modo de vida dos trabalhadores
Os estudos dessasmanifestações constituem a temática conhecida como “movimentos sociais urbanos”. Apesar do interesse despertado ultimamente pelas condições dos bairros periféricos, toda uma realidade que faz parte do cotidiano dessas populações, mas que normalmente escapa as atenções e foge do interesse político imediato.
Descobrir festas, lendas, folguedos é uma tarefa daqueles pesquisadores para os quais toda mudançaé vista como deturpação de uma forma já fixada em sua pureza original e considerada como elemento de desagregação.
A mudança de uma vestimenta, a substituição de um instrumento ou a adaptação de um antigo costume são vistos como sintomas da progressiva diluição das tradições populares. Uma resposta muito clara é essas questões de transformações é a de que pessoas que tinha como referênciaselementos de uma cultura mais tradicional são submetidas a padrões de comportamento.
O enfoque que propomos para os estudos sobre a ideologia das classes trabalhadoras, parte da vida familiar, bairro, as formas de entretenimento e cultura popular que preenche o tempo do lazer, exercícios de uma certa criatividade. Não se pode esperar que seu universo simbólico seja um todo coerente e unitário. Aorganização da vida familiar, as relações de vizinhança, as formas de entretenimento e cultura popular podem constituir uma realidade até mesmo privilegiada para emendar alguns aspectos das orientações políticas e dos movimentos sociais populares.
Entre as múltiplas formas de entretenimento existente, destaca-se uma muito difundida, constitui um ponto de partida particularmente interessante para osobjetivos que este trabalho se propõe: o circo.
A primeira conclusão que se chega é que essa forma de entretenimento popular, apesar da concorrência, não só sobrevive como mantém com eles uma série de vínculos que é preciso levar em consideração. Em alguns casos podem vir a desaparecer, simplesmente, incorporando elementos pouco ortodoxos. Interpretar esse transformação, apenas como resultadoda influência descaracterizada do sistema capitalista sobre um costume tradicional constitui, uma simplificação do fenômeno, da mesma forma como seria a posição inversa, que vê na sobrevivência do mutirão um símbolo de resistência ou recusa do sistema.
O circo é nômade, nunca se estabelece definitivamente em um lugar. Sua estrutura repousa na família extensa do proprietário, que formam a base daatividade circense, fornecendo a principal mão-de-obra, tanto no setor artístico, como em outras funções, desempenhadas por poucas pessoas, ocorrendo o acúmulo de tarefas. No entanto, é preciso muitas vezes recorrer a pessoas de fora, e essa política de contratações é privilégio do proprietário. Há várias formas de arregimentação da força de trabalho, uma delas é pela atração que o circo exercenas praças por onde passa, pela aproximação com o proprietário, e pelo encontro entre proprietário e artista no “Ponto Chic”. Os contratos são verbais e o vínculo empregatício não inclui assistência médico-hospitalar, aposentadoria. Os artistas circenses são considerados autônomos.
Algumas responsabilidades do proprietário são divididas com o “secretário”, por exemplo, a determinação do preço doingresso, que precisa de uma pesquisa de mercado onde o circo irá se instalar. Outros fatores também são considerados, como a época do ano, existindo diferenciação durante o dia do mês.
As atrações contratadas para os fins de semana são pagas na base de porcentagem sobre a bilheteria, havendo poucas exceções. A escolha do repertório e das atrações são atribuídas ao proprietário. O secretário tem...
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