Resenha do conto : Estória do ladrão e do papagaio, de José Luandino Vieira, Luuanda: estórias. Companhia das Letras, 2006.

Páginas: 6 (1302 palavras) Publicado: 7 de dezembro de 2013
UNEMAT – UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO MÉDIO ARAGUAIA
NÚCLEO PEDAGÓGICO DE CONFRESA - MT

Disciplina: Literaturas Africanas
Discente: Valéria Aparecida Afonso da Silva
Texto: Estória do ladrão e do papagaio, de José Luandino Vieira, Luuanda: estórias. Companhia das Letras, 2006.
Na Estória do Ladrão e do Papagaio, de José Luandino Vieira, é usada umalinguagem baseada na oralidade, os lugares do conto são o musseque e a cadeia e o tempo corre do presente, na cadeia, para o passado, a história ocorrida no musseque Sambizanga. Esse conto relata o encontro de três marginalizados integrantes do bando de João Miguel, o Via - Rápida na cadeia: Lomelino dos Reis (cabo-verdiano), que tem não lhe autorizam trabalho honrado por isso rouba patos, XicoFuta (angolano), aquele que sabe das coisas, e Garrido Fernandes (angolano), o aleijado em função de paralisia, e que juntos descobre o valor da solidariedade para se livrarem da situação em que vivem.
O conto inicia com a apresentação do primeiro componente da quadrilha, sendo ele o mais velho. Um tal de Lomelino dos Reis que vivia com a mulher e dois filhos no musseque, Dosreis é preso peloroubo de sete patos, ele rouba para sustentar a mulher Emília, lavadeira, e os dois filhos. Esse personagem possui diversos nomes, dependendo do momento ou do lugar em que se encontra, em casa para a esposa e os filhos é chamado de Lomelino dos Reis; para os companheiros de assalto é Dosreis; para as pequenas, era ex-Loló.
Um tal Lomelino dos Reis, Dos Reis para os amigos e ex-Loló para aspequenas, vivia com a mulher dele e dois filhos no musseque Sambizanga. Melhor ainda: no sítio da confusão do Sambizanga com o Lixeira. As pessoas que estão morar lá dizem é o Sambizanga; a polícia que anda patrulhar lá, quer já é Lixeira mesmo. Filho de Anica dos Reis, mãe, e de pai não lhe conhecia, o comerciante mais perto era mesmo o Amaral. Ou assim disse, na judiciária quando foi na justiça. Mastambém podia ser mentira dele, lhe agarraram já com o saco, lá dentro sete patos gordos e vivos e as desculpas nasceram ainda poucas. (p. 55).

Quando este é preso mesmo tendo a consciência de que esta cometendo uma infração arranja confusão com Zuzé, auxiliar da prisão que vive quase sempre bêbado. Na prisão Dosreis a princípio culpa Garrido Fernandes, seu companheiro de quadrilha pelo roubodos patos, mas arrepende-se por ter entregado o amigo a polícia, por este ser coxo e discriminado tanto pelos amigos, quanto pela mulher amada. Ao ser preso Garrido se encontram com Dosreis na prisão, e há uma situação de revolta por parte de Garrido, pois seu grande amigo havia lhe traído, nesse momento é acalmado e aconselhado por Xico Futa que diz ninguém o pode julgar, pois não sabem quais osmotivos que o levaram a fazer isso, chegando a comparar o ‘o fio da vida’ a um cajueiro.
Nessa hora o trabalho tem de ser o mesmo; derrubar outro cajueiro e outro e outro... É assim o fio da vida. Mas as pessoas lhe vivem não podem ainda fugir sempre para trás, derrubando os cajueiros todos; nem correr sempre muito já na frente, fazendo nascer mais paus de caju. É preciso dizer um principio que seescolhe: costuma se começar, para ser mais fácil, na raiz dos paus, na raiz das coisas, na raiz dos casos, das conversas. (p.72)

Xico Futa desde o inicio dos acontecimentos, tenta acalmar e aconselhar todos que o rodeiam: Lomelino, Zuzé e Garrido, ele parecia ter domínio sobre todos quando ele falava todos calavam.
A voz de Futa era assim como o corpo dele, quieta e grande e com forçapara calar os outros. (p.58).
Garrido Fernandes, é o mais novo da quadrilha, o monandengue. Um rapaz coxo, que tem medo de mulheres por causa de sua perna aleijada, alcunhado de Kam’tuta, preso não pela denuncia de Lomelino, mas pelo roubo de um papagaio velho e doente que lhe insultava pelo fato de ser coxo.
Ele gostava da Inácia, pequena saliente, de grossas coxas e mamas gordas, é a...
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