RESENHA DO ARTIGO MONARQUIA PLURICONTINENTAL E REPUBLICAS: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE A AMÉRICA LUSA NOS SÉCULOS XVI-XVIII

Páginas: 5 (1120 palavras) Publicado: 4 de junho de 2015










































































resenha

Analisando os argumentos centrais e complementares utilizados pelos autores João Fragoso e Maria Gouvêa, a ideia de monarquia pluricontinental sobre as histórias do Brasil e de Portugal da época moderna devem ser compreendida através da dinâmica do Império ultramarino luso para entender a sociedade americana,assim como a hierarquia social, a disciplina católica e o autogoverno dos municípios. A partir deste cenário este artigo desenvolve a hipótese do Antigo Regime nos trópicos, e nos faz conseguir imaginar as tensões e a dinâmica de uma sociedade baseada, ao mesmo tempo, no Antigo Regime católico e na escravidão africana, e entender nesta dinâmica o entrelaçamento da hierarquia com a mobilidade social naforma de grupos sociais saídos da escravidão, dos mestiços etc... Esses grupos dentro das municipalidades existentes nas mais remotas regiões ultramarinas, por apresentarem problemas específicos, próprios de sua situação colonial, foram objeto de uma politica muitas vezes diferenciada e de uma legislação incessante por parte da metrópole, tanto no que se refere a sua constituição, quanto àregulamentação dos usos e dos costumes da comunidade na qual se inseria. As câmeras municipais ultramarinas foram igualmente órgãos fundamentais de representação dos interesses e das demandas dos colonos. Pela analise destas instituições, na medida em que uma serie de mecanismos políticos, jurídicos e administrativos que as distinguiram foram amplamente transferidas para o ultramar.
Em Portugalreferindo-se as funções do poder municipal do Porto, Francisco Ribeiro da Silva afirma que:
a organização da defesa militar da cidade e do Termo contra eventuais agressores externos constituía um poder primacial da governança (...), [ e que ] os vereadores do Porto reputavam de grande valia e honra o exercício de tais atribuições. (...) Mais tanto como um direito, a organização da defesa militar foiolhada como uma obrigação e um serviço.
Quanto aos impostos em Portugal, Vitorino Magalhães Godinho identifica na transformação desses impostos em primeiro tributo de âmbito nacional, um dos principais alicerces da constituição do Estado português. Afirma terem sido os impostos tributo que insidia sobre a compra e venda de toda a sorte de bens. Já o fisco e o comercio, além da guerra, se constituíramem dois dos principais elementos sobre os quais se formaram os Estados Modernos, dando vida à expansão ultramarina, serão eles a explicação da relação entre Colônias e Metrópoles. E se, como afirma Vitorino Magalhães Godinho, havia um elo de articulação entre a experiência comunitária no Reino, e o exercício do poder régio numa escala nacional. No caso português a ideia de um império ultramarinohierarquizado e rígido passa a ser substituído pela de uma monarquia pluricontinental caracterizada pela presença de um poder central fraco, mais forte suficiente para negociar seus interesses.
Em minhas pesquisas sobre o autor João Fragoso, constatei que este historiador representa uma geração que contesta a consagrada explicação de que o trafico negreiro sustentou as relações comerciais e aacumulação primitiva da Coroa Portuguesa, cujo modelo do comercio triangular era tomado como clássico para explicar as relações pouco dinâmicas e unilaterais entre a Metrópole e Colônia. Direciono minha critica também a uma geração de historiadores que tomavam os escravos como personagens marginais a historia da América Portuguesa, E baseada na ideia adotada por autores como Celso Furtado com uma visãoque se assentava na ideia de explicar o funcionamento da economia colonial seiscentista como decorrente do que acontecia na Europa nos séculos seguintes, pois para autores como Jacó Gorender e Ciro Flamarion Cardoso, deveria ser explicado não pelo comercio ou pelo trafico negreiro, mais pelas relações de produção e de sua estrutura.
Vejo uma descrição de como se implanta uma visão de mundo em...
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