Resenha Critica A Sociedade contra o Estado -Pierre Clastres

Páginas: 9 (2027 palavras) Publicado: 8 de novembro de 2013
RESENHA CRÍTICA
CLASTRES, P. A sociedade contra o estado. São Paulo: Cosac & Naify. 2003. 280 p.

1 CREDENCIAL DO AUTOR
Pierre Clastres nasceu em Paris em1934. Formou-se em filosofia no ano de 1957 na Sorbone, em 1963 vive sua primeira experiência de campo entre os Guayaki ao lado de sua esposa Hélèn Clastres no Paraguai. Em1965 defende sua tese de doutorado na Sorbone e leciona no antigoDepartamento de Ciências Sociais da USP. Nos anos seguintes realiza pesquisas mais curtas na América do Sul que resultam na maior parte dos escritos reunidos em A sociedade contra o Estado.
Nos anos 70 volta a campo e seus estudos são publicados postumamente, na França é paralelamente diretor de pesquisa no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS, Paris) e membro do Laboratoire d’Anthropologie Sociale do Collège de France. Clastres morre em um acidente de carro em 1977.

2 RESUMO DA OBRA
O livro é dividido em onze capítulos mais uma entrevista e descrição do autor além dos mapas que descrevem os locais onde dados foram coletados e pesquisas de campo executadas.
O décimo capítulo que tem como título “Da tortura nas sociedades primitivas” (CLASTRES, 2003, p. 194) é dividoem seis subitens. O primeiro subitem descreve a relação entre a lei e a escrita e a relação de dependência entre si. São citados os primórdios da escrita em suas mais variadas formas e os impositores da dureza da lei em diferentes fases históricas.
O segundo subitem faz referencia da relação entre a lei, a escrita e o corpo. Clastres cita trechos de uma ficção onde uma maquina é usada paraescrever a lei sobre o corpo do transgressor. Também relata que em acontecimentos na URSS onde o próprio individuo se escrevia, como resultado estava fora da lei por ter seu corpo escrito.
O terceiro subitem fala sobre o corpo e o rito, passagem de fases cronológicas são descritas e o autor descreve a importância do corpo na iniciação dos ritos sociais e religiosos. Ele fala sobre a transmissão deum saber ao iniciado por intermédio do corpo.
No quarto subitem o autor cita os as crueldades e o sofrimento relatados por George Catlin na cerimonia anual dos índios Mandan, ele fala sobre a crueldade que os jovens são submetidos no rito. Clastres também fornece informações de ritos de iniciação de jovens índios paraguaios na classe de guerreiros, que submetidos a praticas dolorosas em seuscorpos tinham que aguentar calados, levando o autor a concluir que nas sociedades primitivas a tortura é a essência do ritual de iniciação. O autor ainda ressalta que o sofrimento pode acrescentar muito ao individuo.
No quinto subitem ocorre uma abordagem da intensidade do sofrimento nos tortuosos ritos, o autor define o corpo como a memória do rito iniciatico, pelas cicatrizes impressas na pele dosjovens pela sociedade. Exemplifica um fato de 1963 onde índios Guayaki descobriram uma jovem da tribo raptada quando criança, pelas marcas em seus braços após deixa-la nua. As marcas corporais reforçam a lembrança de pertencimento dos jovens ao grupo e menciona a avaliação da resistência pessoal e o pertencimento social como as funções dos ritos de iniciação e das marcas no corpo.
No sexto eultimo subitem do capitulo, o autor trata da maneira como os jovens suportam em silêncio as torturas que a sociedade os impõe. Com as marcas em seus próprios corpos os jovens alimentam a memória do seu papel na sociedade e da lei fundamental a vida social da tribo. Clastres ainda relata como a sociedade primitiva institui a lei cruelmente ao individuo, mas com a função social o mesmo individuo tem avontade pessoal de cumpri-la. O autor finaliza com afirmação de que nas sociedades primitivas são sociedades sem Estados, onde os indivíduos com lembranças inesquecíveis com a lei sobre os próprios corpos através das marcas, não terá o desejo do poder nem será submisso.
O décimo primeiro capítulo tem o mesmo título do livro: "A sociedade contra o estado." (CLASTRES, 2003, p. 205), o autor...
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