Resenha crítica – um discurso sobre as ciências
CARLOS RODRIGO DE ARAÚJO
RESENHA CRÍTICA – UM DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIAS
Ipanguaçu
2013
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE
CARLOS RODRIGO DE ARAÚJO
RESENHA CRÍTICA – UM DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIASResenha Crítica apresentado à disciplina de Metodologia do Trabalho Científico, como requisito para a avaliação do 1º bimestre do semestre 2012.2 do curso de Licenciatura em Informática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, sob a orientação do Prof. Ms. Avelino Aldo de Lima Neto.
Ipanguaçu
2013
RESENHA CRÍTICA
SANTOS,Boaventura de Souza. Um Discurso sobre as Ciências. Edições Afrontamento;Porto; 1988.
1 APRESENTAÇÃO DO AUTOR DA OBRA
Boaventura de Souza Santos é sociólogo, natural de Coimbra (15 de Novembro de 1940), é doutor em sociologia do direito pela Universidade do Yale, é pesquisador e professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Trabalha e coordena os seguintes programas depesquisa: Direito, Justiça e Cidadania no Século XXI; Democracia no século XXI; e Pós-Colonialismo e Cidania Global.
Sua trajetória remete a trabalhos referentes à epistemologia, globalização, sociologia do direito, democracia e direitos humanos.
2 RESUMO DA OBRA
A obra “Um discurso sobre as Ciências”, está contextualizada perspectiva teórica da epistemologia, no qual o autor emquestão propõe o conceito de “epistemologia” sob um vasto campo de interrogações abrangidas pela reflexão filosófica que vai de encontro ao rompimento com a racionalidade moderna, que vem suscitar vários debates e questionamentos a cerca da situação presente da ciência no seu conjunto.
Para tanto, o mesmo elenca uma reflexão sobre a crise atual da identidade das ciências, com o objetivo deapresentar como se dá a evolução d pensamento científico no que tange, tendo como marco inicial a primeira revolução científica no século XVI, com os então cientistas (como Galileu e Kerpler) da época e todas as tensões dos seus respectivos momentos históricos.
O assunto desdobra-se dividido basicamente em três partes: Ciência moderna e o presente; A crise do paradigma dominante; e por fimo Paradigma
emergente. Onde, para analisá-los, o autor usa das condições históricas das ciências sociais e naturais, relacionando com a condição histórica da sociedade atualmente, além de questionar como essas podem contribuir para o progresso da humanidade.
Para o mesmo, a atualidade remete a um contexto de transição, que exige de uma nova significação cientifica. Logo, a análise em questãose caracteriza por suscitar os elementos da ordem cientifica hegemônica, usando da das teorias sociológica, a crise dessa hegemonia e, por fim, propondo um modelo cientifico emergente.
Nesse sentido, O paradigma dominante, se refere ao modelo advindo da racionalidade iniciado no século XVI e assegurado no século XIX. Esta vem da ideia de que é possível a partir de um método único chegar aoconhecimento verdadeiro, ou seja, um modelo baseado no totalitarismo, que desconsiderava os saberes do senso comum, assim como, opunha-se natureza e o homem, por acreditar que o homem conhecendo a natureza pode dominá-la.
Assim, tendo em vista chegar ao mais profundo do conhecimento exato e rigoroso da natureza, usando como instrumento de análise, a matemática. Haja vista, a matemática possibilitarque os fenômenos, bem como a natureza fossem quantificados, sendo rigorosamente medidos e modelado, reduzindo a complexidade, isto é, o dividindo para uma classificação sistemática.
Nesse contexto, induz pensarmos as leis da natureza como universais, pois independente das condições submetidas (lugar, espaço e tempo), tem-se os mesmos resultados. O que nos permite inferir que o conhecimento da...
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