Resenha crítica dos capítulos 3 e 4 da obra globalização: as consequências humanas de zygmunt bauman

Páginas: 7 (1744 palavras) Publicado: 4 de maio de 2012
RESENHA CRÍTICA DA OBRA
GLOBALIZAÇÃO: AS CONSEQUÊNCIAS HUMANAS
DE ZYGMUNT BAUMAN

Zygmunt Bauman é professor emérito da Universidade de Leeds e Varsóvia. Um dos temas principais que suas obras abordam é a globalização e suas consequências em relação às suas transformações e às mudanças trazidas para a vida das pessoas. Suas obras estão entre as mais importantes da sociologia moderna.Neste livro, Globalização: As Consequências Humanas, o autor trabalha os mljais diferentes enfoques dados a este tema, porém vamos nos ater à análise dos capítulos 3 e 4, “Depois da Nação Estado, o quê?” e “Turistas e Vagabundos”, respectivamente.
No capítulo três é descrita a nova divisão entre Estado e economia, que é exemplificada com os deslocamentos de empresas da Europa para a Ásia,Europa Oriental e América Latina. Em busca de diminuição de custos, de mão-de-obra barata e com o aumento cada vez maior da tecnologia, as chamadas multinacionais espalham-se pelo mundo. Essas empresas podem demitir um grande número de pessoas de diversas localidades sem sofrer prejuízos econômicos, deixando para o Estado as futuras consequências, como, por exemplo, o desemprego.
É difícilimaginar, no contexto atual, um país que consiga sobreviver sem estar inserido no mercado econômico global. Não parece possível governar apenas a partir de ideologias políticas e interesses soberanos da nação. Cada vez mais o Estado, e com isso a relação entre países, torna-se condicionado ao fator econômico. Em função da criação e manutenção de processos que mantenham a estabilidade financeira eeconômica, muitos países adotam as regras básicas de livre comércio, políticas especulatórias, capital global. As transnacionais de hoje têm liberdade para realizar manobras econômicas que tornam o Estado um mero espectador. De todo poder e autoridade do Estado, só restaram ferramentas básicas de manutenção dos interesses das grandes organizações empresariais.
Isso gerou o que Bauman chama de umanova desordem mundial. Causada pelo enfraquecimento do papel do Estado soberano, essa desordem vem de uma sequência de atos iniciada com a falta de definição de rumos da sociedade e falta de quem a controle. Não há nenhum consenso global sobre qual caminho a humanidade deve seguir ou por onde se mover, e também não parece haver um centro que una os interesses da civilização. Os Estados tendem adesistir dos seus direitos soberanos, de forma não forçada, para a formação de entidades supra estatais, como a União Europeia. Bauman demonstra um sentimento difuso, mas real, de que ninguém parece estar no controle agora (BAUMAN, 1999, p. 66).
A constatação de que a globalização leva a humanidade por caminhos não planejados faz com que o autor questione o aparente esquecimento do termouniversalização. Globalização faz referência ao que está acontecendo, de um modo que parece impossível interferir e tudo ocorre sem previsão ou pretensão. Ninguém mais parece ter vontade de universalizar o mundo, torná-lo diferente e melhor do que fora e de expandir a mudança e a melhoria em escala global. (BAUMAN, 1999, p. 67). As mudanças simplesmente acontecem, Wright as chamou de "forças anônimas"agindo em uma terra sem donos.


Paradoxalmente, essa morte da soberania do Estado fez com que a ideia de condição estatal se tornasse muito popular, e etnias fracas, há muito esquecidas, resolvessem reivindicar um Estado próprio. Bauman defende que o estado é o novo expropriado e que no futuro irão existir cada vez mais Estados, e que estes serão cada vez mais fracos. Visto que essa obrafoi escrita em 1999, notamos que muito do que o autor descreve como consequências futuras ocorrem no nosso presente. Todos têm interesses adquiridos nos "Estados fracos", e estes aumentam a pressão para que tudo que possa impedir ou limitar a liberdade do mercado e do movimento de capitais seja excluído.
Teoricamente, o livre comércio e o desenvolvimento econômico viriam com a possibilidade...
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