Resenha - as regras do método sociológico

Páginas: 18 (4256 palavras) Publicado: 4 de março de 2013
DURKHEIM, Émile (1858-1917). As regras do método sociológico. São Paulo, Martins Fontes, 1999 (Coleção Tópicos). Tradução baseada na primeira edição de 1895, com correções conforme publicado na segunda edição.


Primeiramente Durkheim trata de separar o reino psicológico e o reino social, este tem suas próprias características e, portanto, deve ter seus próprios meios de estudo. “Assimcomo os espiritualistas separam o reino psicológico do reino biológico, separamos o primeiro do reino social; da mesma forma que eles, recusamo-nos a explicar o mais complexo pelo mais simples”. (XIII)


Capítulo I – O QUE É UM FATO SOCIAL?


Os fatos sociais são exteriores e coercitivos. “Eis portanto uma ordem de fatos que apresentam características muito especiais: consistem emmaneiras de agir, de pensar, exteriores ao indivíduo, e que são dotados de um poder de coerção em virtude do qual esses fatos se impõem a ele”. (p. 3)
A presença do poder coercitivo dos fatos sociais pode ser reconhecida seja pela existência de alguma sanção determinada, seja pela resistência que esse impões a toda tentativa individual de escapar dele. Por exemplo, somos obrigados autilizar o sistema monetário existente na sociedade, mesmo que sejamos contrários a ele, pois de outra maneira não teríamos como manter relações comerciais. “Com efeito, reconhece-se principalmente uma coisa pelo sinal de que não pode ser modificada por um simples decreto da vontade. Não que ela seja refratária a qualquer modificação. Mas, para produzir uma mudança nela, não basta querer, é preciso alémdisso um esforço mais ou menos laborioso, devido à resistência que ela nos opõe e que nem sempre, alias, pode ser vencida. Ora, vimos que os fatos sociais têm essa propriedade. Longe de serem um produto de nossa vontade, eles a determinam de fora; são como moldes no quais somos obrigados a vazar nossas ações”. (p. 29)
Outro exemplo do poder coercitivo de uma fato social é a educação; quetem como objetivo produzir o ser social: “Essa pressão de todos os instantes que sofre a criança é a pressão mesma do meio social que tende modelá-la à sua imagem e do qual os pais e os mestres não são senão os representantes e os intermediários”. (p. 6)
Existem outras categorias que também nos impõem a sua coercitividade: “É verdade que os hábitos, individuais ou hereditários, têm, sobcertos aspectos, a mesma propriedade. Eles nos dominam, nos impõem crenças ou práticas. Só que nos dominam desde dentro, pois estão inteiros em cada um de nós. Ao contrário, as crenças e as práticas sociais agem sobre nós desde fora; assim, a influência exercida por uns e por outras é, no fundo, muito diferente”. (XXIX)
Embora a sociedade seja composta de indivíduos, o grupo não é a soma desuas partes, ele tem as suas próprias características. “Os fatos sociais não diferem apenas em qualidade dos fatos psíquicos; eles têm outro substrato, não evoluem no mesmo meio, não dependem das mesmas condições”.....”A mentalidade dos grupos não é a dos particulares, tem suas próprias leis”. (XXIII) Portanto, é necessário estudar o pensamento coletivo inteiro, em si mesmo e por si mesmo, em suaforma e matéria.
“Mas, para que haja fato social, é preciso que vários indivíduos, pelo menos, tenham juntado suas ações e que essa combinação tenha produzido algo novo. E, como essa síntese ocorre fora de cada um de nós (já que envolve uma pluralidade de consciências), ela necessariamente tem por efeito fixar, instituir fora de nós certas maneiras de agir, certos julgamentos que não dependemde cada vontade particular isoladamente”. (XXIX)
“O hábito coletivo não existe apenas em estado de imanência nos atos sucessivos que ele determina, mas se exprime de uma vez por todas, por um privilégio cujo exemplo não encontramos no reino biológico, numa fórmula que se repete de boca em boca, que se transmite pela educação, que se fixa através da escrita”. (p. 7)
“Mas dirão, um...
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