Resenha As Mis Rias Do Processo Penal

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I Questiona-se o fato de os juízes, assim como promotores e advogados, utilizarem, como vestimenta de profissão, uma toga. Questiona-se, ainda, o porquê de se estabelecer que a toga é uma divisa. A resposta se encontra no fato da "divisa", do verbo dividir, vem justamente para separar um grupo de outro. Representa a toga, ou divisa, portanto, a autoridade de uns exercida sobre outros. A palavra uniforme, de sentido paradoxal ao de divisa, também é utilizada para designar a toga. O que ocorre é que deve-se demonstrar com o uniforme a união, entre mesmo grupo de pessoas, e entre todo o sistema de justiça. Influenciado pela mídia, "a função judiciária está ameaçada pelos opostos perigos da indiferença ou do clamor: indiferença pelos processos pequenos, clamor pelos processos célebres. Naqueles a toga parece instrumento inútil; nestes se assemelha, lamentavelmente, a uma veste teatral".
II
O fato de encontrar-se um homem encarcerado deve provocar grandes reflexões. Diz-se que as algemas, símbolo do encarceramento, são igualmente símbolo do direito. O que o direito faz, uma vez que o encarceramento só é atingido após um ato delinquente, é apenas revelar a natureza do homem. O que deve distinguir o homem do animal, no entanto, é o poder de amar.
III
O entendimento da pessoa do "encarcerado" é mais abrangente do que propõem as definições legais. O encarcerado é aquele que tem necessidade de companhia, de amizade. É, de acordo com ensinamentos bíblicos, o necessitado, o sedento, o enfermo. O advogado, por sua vez, é aquele encarregado de prestar ajuda, de prestar amizade e companhia e defender o direito daqueles que estão sob situação inferior. Mesmo que a humilhação faça parte da profissão, incluindo a sujeição a pequenos juízes, o advogado deve manter-se em posição inferior na escala para acompanhar o seu cliente, o encarcerado, durante os trâmites do sistema de justiça.
IV
Coloca-se em análise a hipotética superioridade do juiz, não só no lugar físico ocupado no

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