Religião

Páginas: 5 (1079 palavras) Publicado: 30 de outubro de 2011
AUTOR: RUBEM ALVES,
Mestre em Teologia pelo Union Theological de New York. Pastor presbiteriano, denunciado e ameaçado segue novamente para os EUA onde doutorou-se em Filosofia (Ph.D.) pelo Princeton Theological Seminary. Professor por muitos anos da UNICAMP.
Muitas são as publicações e os trabalhos realizados pelo pensador acima citado. Poderíamos elencar mais de 70 obras, mas não seconfigura ao objetivo desta resenha crítica.
No prólogo da obra, o autor estabelece uma constatação: “existiram tempos em que descrentes não existiam”. O mundo era mágico, vivia-se sob os ditames das crenças e das trevas da eternidade. O desenvolvimento da ciência quebrou o encanto do mundo e assim, as coisas, o homem, passam a ser os artífices da realidade. O céu, paraíso, o éden outrorarepletos de significados, agora passam a serem vazios. O sentido das cosias mudara. O mundo passa a ser outro, não mais geocêntrico, mas sim heliocêntrico.
Apesar do significado incutido pelos acontecimentos históricos, a religião ainda continua a responder questões cotidianas, existenciais, psicológicas, sociais e humanas. Propõe o autor um questionamento se a religião teriadesaparecido. O mesmo responde: de forma alguma. A religião continua a existir como algumas funções vitais do ser humano, jamais desaparecerá. O que ocorreu foi uma inversão das coisas, onde a religião foi destronada e a ciência elevada como religião da modernidade. O mundo encantado, fantástico, mítico da religião ainda perdura, mesmo que na produção e sacrário individual, parcialmente existe.
Aobra está organizada em sete capítulos, sendo um preâmbulo chamado pelo autor de perspectivas e como aspectos conclusivos algumas indicações para leituras.
O autor apresenta em sua abordagem geral e totalitária uma abordagem científica da religião. No entanto, promove uma análise do fenômeno religioso desde as suas fundações, prendendo-se na medievalidade, chegando aodesencantamento do racionalismo moderno. O público em que ele lança as questões e problematizações identifica-se como filósofos, sociólogos, teólogos, cientistas da religião e cientistas nas suas concepções laicas. A problemática de definir a religião segue em busca das origens do desencantamento moderno do mundo.
A abordagem realizada por Rubem Alves repensa aspectos fundamentais da religião,tais como: perspectivas, a ausência dos sentidos dos símbolos, o exilo do sagrado e o deus dos oprimidos. Fica implícita na obra uma abordagem histórica, social, filosófica, religiosa e humana das mudanças sofridas pela religião e pela sociedade.
É marcante a diferenciação estrutural da ciência em relação a religião, ou seja, algumas coisas cremos, fazem parte da religião, outras coisasvemos e medimos, concernem a ciência. A primeira, atribui-se a função da manutenção da relação humana com o transcendente e o culto de práticas com significados bem fortes e determinantes na vida das pessoas. Assim sendo, surge um novo problema: religião e espiritualidade são as mesmas coisas, se fecham em um círculo único? Responde-se de comum acordo com o autor que não. Uma coisa é a religião,outro objeto é a espiritualidade. A religião não é sacrário da espiritualidade e assim, a espiritualidade não é um tabernáculo da religião.
Assim o autor escreve acerca da religião.
É fácil identificar, isolar e estudar a religião como o comportamento exótico de grupos sociais restritos e distantes. Mas é necessário reconhecê-la como presença invisível, sutil, disfarçada, que seconstitui num dos fios com que se tece o acontecer do nosso cotidiano. A religião está mais próxima de nossa experiência pessoal do que desejamos admitir.[2]

E continua, “o estudo da religião está mais próximo de nossa experiência pessoal do que desejamos admitir[3]”. Desde modo, a religião não é um saber a parte, as ciências da religião são reflexos de nós, humanos...
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