Religião da modernidade à contemporaneidade

Páginas: 8 (1983 palavras) Publicado: 5 de junho de 2011
RELIGIÃO DA MODERNIDADE À CONTEMPORANEIDADE

Os seres humanos, na sua essência, não são gerados éticos e nem competentes para as funções sociais, tendo em vista que ambas serão incorporadas no processo do desenvolvimento humano. Nesse contexto, descobre-se que a humanidade tende a repetir suas experiências, contudo, delas muito pouco será assimilado. Na apreciação da vida no seucotidiano espelham um conjunto de ações e virtudes compartilhadas de forma social que compreendem os sentimentos, afetos, ideias, crenças religiosas, formação cultural e política que lhes assegure a posteridade.
Observado de tal ponto de vista, é preciso compreender os diferentes povos que deram origem ao surgimento dos Estados Nacionais e o impacto causado pela religião naestruturação de tais processos, entendendo que cada um é singular e sua herança cultural não o faz maior ou menor, diferente ou igual, é preciso analisar dentro de um contexto histórico respeitando e entendendo suas mudanças e permanências.

Comumente se houve a afirmação que a Igreja Católica, durante o período medieval, desenvolveu uma máxima autoritária, opondo se aos ideais deLiberdade, Igualdade e Fraternidade, princípios que defendiam os revolucionários franceses. Contudo, um estudo mais aprofundado dos acontecimentos ocorridos na França durante esse período de muitas conturbações, demonstrou que a realidade é de uma complexidade que vai alem das aparências. (FORT, Gertrud Von Le, A última ao cadafalso, Quadrante).

A Revolução Francesa estabelecida no séculoXVIII, é tido no contexto histórico como um marco, um divisor entre o mundo moderno e o mundo contemporâneo.
Baseado nos ideais de liberdade igualdade e fraternidade, idealizada por um grupo de Iluministas pensadores, advogados e políticos na sua maioria pertencentes à burguesia, fazia parte do terceiro Estado, classe social responsável pela manutenção dos gastos do clero e danobreza, através do pagamento de tributos.
Sentindo a economia francesa adentra a uma crescente crise financeira, superando os seus gastos em um terço do que arrecadava, o imperador Luís XVI numa última tentativa de solucionar o déficit, reuniu em 4 de maio de 1789 em Versalhes, a assembleia denominada Estados Gerais, composta por membros dos três Estados.
A assembleiaperdurou sem que houvesse solução ao problema apresentado e, aproveitando de tal situação, os membros do terceiro Estado por ser maioria, tomou a situação para si através do voto por cabeça passando a ditar as leis que lhe interessavam e, sob a ótica do lema revolucionário, levou às ruas os seus ideais.
O antigo regime do Estado Francês já estava perdido, a filosofia difundida pelosiluministas segundo a Enciclopédia consistia em preferir a razão à autoridade. O filósofo não admite nada sem prova; não admite noções equivocadas. É ele quem precisa os limites do certo, do provável e do duvidoso.

Ao introduzirem a Razão humana como centro e medida de todas as coisas, na prática não queriam senão dizer que era a sua razão, a de cada um deles, que deveria mandar emtudo e em todos. (FORT, Gertrud Von Le, A última ao cadafalso, Quadrante).

Com a introdução da razão humana como plano central, o homem assume o que antes era de natureza divina e, centrado em tal visão, confisca todos os bens da igreja em favor do Estado.

O alvo preferencial de todos os ataques era, evidentemente, a Igreja. A fé equivalia ao Fanatismo, e sóconseguia sobreviver nas classes humildes e atrasadas graças à Ignorância em que os padres as mantinham. (FORT, Gertrud Von Le, A última ao cadafalso, Quadrante).

Inflamando a população que compunha o terceiro Estado com tais discursos, em 13 de julho 1798, populares saquearam o convento de Saint Lazare com o pretexto de que os monges tinham acumulado grandes provisões de trigo....
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