relativismo moral e diverdade cultural

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do relativismo moral afirma que a ética, tal como os hábitos alimentares, as cerimónias de casamento ou o estilo de vestuário, varia de sociedade para sociedade. Mas será que esta ética varia mesmo de sociedade para sociedade ou existem valores e direitos humanos universais?

Tomemos como exemplo o caso, que se pensa extinto, do canibalismo humano em que consiste em consumir parte ou totalidade de um indivíduo da mesma espécie. Muitas tribos antigas foram destruídas por praticarem este acto. Mas segundo o relativismo moral estas tribos tinham o direito de pensar e agir segundo o que pensavam sem que os outros os possam criticar, pois é intolerante julgar tradições e normas de comportamento que nos são culturalmente estranhas. Para além disso o valor dos comportamentos praticados é sempre relativo, ou seja, não são bons nem maus.

Muitos dos canibais, praticantes destes actos, praticavam o canibalismo humano maioritariamente em cerimónias e eram raras as tribos canibais que faziam do corpo humano o seu alimento favorito. Mas será tolerante uma sociedade matar seres humanos e consumi-los só para concretizar uma cerimónia? O relativismo promove a tolerância, mas esta tem limites, e, neste caso os limites são excedidos pois matar já vai contra a dignidade humana e mesmo consumir os corpos dos mortos é intolerante, excepto em casos de risco de morte de outros seres humanos.

Os primeiros colonizadores ao depararem-se com estes casos de canibalismo humano quiseram impor o que a maioria da sociedade considerava certo, ou seja, proibir que estas tribos canibais consumissem outros seres humanos, querendo assim promover a coesão social. Sendo relativistas cada um de nós só está certo se fizer o que a maioria considera certo. Neste caso as tribos canibais só estariam certas se não praticassem o canibalismo como a maioria das sociedades desses tempos. Mas esta coesão social leva ao conformismo, em que cada indivíduo se limita a agir segundo as ideias dominantes na

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