rei george vi

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DO PESO DO PODER A tartamudez do rei George VI, provavelmente não lhe causaria tantos conflitos se ele não tivesse nascido na família real britânica, e nem sofresse tanto por este mal que o incomodou durante a vida toda. Como esta, podemos ainda formular muitas outras hipóteses a respeito deste homem, mas cabe nos atermos às principais contingências de sua trajetória como filho de um rei austero, e irmão de outro rei que abdicou da coroa em troca de uma tórrida paixão. Uma figura monárquica é saturada pelos altos níveis de expectativa que os outros têm a seu respeito, tais como poder, saber, polidez e até mesmo perfeição, portanto desde cedo a educação direcionada a filhos de nobres é rígida, ampla e constante. Mas este tipo de ensino não era exclusividade dos ingleses, pois há relatos que na família dos Romanov, da Rússia, as crianças eram obrigadas a dormir em camas duras de armar e tomar banhos frios. D. Pedro II, imperador do Brasil, é exemplo disto, pois tinha uma rotina diária de estudos que durava em média nove horas, com atividades acadêmicas, culturais, e inclusive, físicas como esgrima (Gomes, Laurentino 2007). O modelo tradicional de educação inglesa de crianças era considerado o mais exigente, ainda mais tratando-se da realeza, que pode ser descrito como o uso de métodos de punição, reforçamento negativo e a imposição de altos níveis de exigência. Pior que a rigidez dos tutores certamente era o afastamento emocional imposto a estas crianças, pois até a idade de serem introduzidas nos estudos elas ficavam aos cuidados de amas de leite, governantas e babás, vendo os pais apenas em horários raros e predeterminados. Havia um certo preterimento em relação às meninas, aos adoentados ou portadores de alguma deficiência.
No caso do imperador russo, Nicolau II, ele se viu obrigado a assumir o trono devido à morte precoce do seu pai, mas demonstrou bastante timidez e inaptidão ao exercer o cargo e foi considerado um fracasso, chegando a declarar que

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