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"Punir quem?" - Artigo de Paulo Itacarambi ao jornal O Estado de S.Paulo

Por Paulo Itacarambi Por que as empresas continuam entrando na roda da corrupção? Não dá para entender, diria o leitor que olha o assunto de fora sem conhecer as condições intrínsecas da situação. As empresas são cada vez mais fiscalizadas pelo poder público, vigiadas pela sociedade através da mídia e tem aumentado o controle dos órgãos públicos e rigor da legislação. Enfim, a empresa que participa da corrupção corre riscos de multas altas, perda de reputação, valor de mercado e até de dissolução. As empresas sabem e veem isso acontecer no Brasil. Ainda assim, continuam participando. Por quê? Vamos olhar as diferentes situações de corrupção e os dilemas envolvidos. A primeira situação corresponde àquelas empresas que são articuladoras dos esquemas, por fora da administração pública ou em conjunto com agentes públicos. Usam essas ações como forma de ampliar o próprio lucro e crescimento. A corrupção faz parte do seu modus operandi. Em relação a esse tipo de empresa, é razoável supor que ou ela muda ou o movimento da sociedade fará com que seja extinta em breve, pois escolheu o caminho do precipício. Há um segundo tipo de situação em que as empresas entram no esquema porque pensam que "é assim que as coisas funcionam". De fato, a corrupção tem perdurado por tanto tempo e se ramificado para quase todos os escalões do serviço público, em todos os âmbitos e poderes, sem que tenha havido as devidas punições, que muitos podem achar que ela é algo "natural". E não só no Brasil. Essa ideia, inclusive, permeia estudos de muitos economistas. Eles chegaram até a estabelecer um "valor aceitável" para a corrupção num "país civilizado": entre 1% e 2% do PIB. Essa naturalização do problema é que torna a corrupção ainda mais difícil de ser combatida. A empresa acha natural pagar "pedágio",

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