Razão e fé

Páginas: 8 (1982 palavras) Publicado: 21 de março de 2012
RAZÃO E FÉ
A INTERPRETAÇÃO RACIONAL DO FENÔMENO RELIGIOSO

1- CRÍTICA RACIONALISTA AO FENÔMENO RELIGIOSO:

1.1- Ludwig Feuerbach:

Ludwig Feuerbach, no início dos seus estudos, sentia-se atraído pela teologia, mas decepcionou-se com as muitas divisões do pensamento teológico. Por isso, decidiu enveredar-se pelos caminhos da Filosofia, tomando por base o pensamento hegeliano. Porém, comoocorreu com a teologia, Feuerbach também se decepcionou com a filosofia, pois a filosofia hegeliana procurava fazer uma síntese entre o cristianismo e a filosofia, o que seria impossível já que a filosofia é o argumento para a rejeição da teologia. Então, em 1839, depois de muito distanciar-se do pensamento hegeliano, rompeu definitivamente com as ideias de Hegel. Em 1841, publicou "A essência docristianismo" com o objetivo de mostrar e comprovar que a religião estava morta e que, no lugar da "religião de Deus", nascia a "religião do homem". O pensamento feurbachiano é baseado no princípio de que a religião é produto do homem, ou seja, o homem cria um ser ilusório, a fim de satisfazer necessidades das quais não consegue se libertar. Deus então, nada mais é do que uma projeção do que o homemdeseja ser. O Deus do homem é o próprio homem. Não há diferenciação entre o ser divino e o ser humano, "o objeto da razão é a razão objeto de si mesma; o objeto do sentimento é o sentimento objeto de si mesmo". Incapaz de agregar à sua essência a perfeição, o homem religioso projeta essas qualidades num Ser fictício que denomina Deus. Esta ação, na concepção de Feurbach é completa e puraalienação, que somente será superada quando o homem parar de pensar num Deus transcendente e se voltar para si mesmo. O homem não pode denominar divino e absoluto nenhum outro ser, senão a si próprio. A ideia de Deus é de caráter hipostático: o homem faz a projeção de qualidades positivas que possui numa pessoa divina e, feita dela, uma realidade subsistente. Deus é uma ideia inventada, pelo homem, com oobjetivo de obter a realização plena de si mesmo. A transformação, da adoração ingênua dos entes divinos no culto da humanidade, é necessária. Ao falar de Deus, estaríamos falando do próprio homem, ao idealizar um Ser perfeito, estaríamos falando do homem desejoso de perfeição. A religião é o ato de revelação dos tesouros ocultos do homem, a revelação de seus pensamentos mais íntimos. A "Essência docristianismo" foi um marco na luta contra a doutrina teológica, teve grande repercussão na Europa, principalmente entre os mais díscolos hegelianos.

1.2 - Karl Marx:

Marx iniciou seus estudos universitários em Bonn, mas, por causa de baixo aproveitamento, foi transferido para Berlim, aonde, nos primeiros momentos, seguiu a filosofia de Hegel. Feuerbach foi a fonte que K. Marx bebeu paracriticar a religião, cujo pensamento era baseado na ideia de que o ‘ser supremo do homem é o homem’. Seu pensamento se divide em duas vertentes: a “jovem Marx” e a “do Marx maduro”. Na primeira, era ligado aos pensamentos de Hegel e Feuerbach, nessa época seu pensamento era humanista-filosófico, que deixava entrever com bastante clareza as bases para a sua posterior crítica da economia. O queinspirou Marx foi o grande amor que ele tem pelo homem e pela vontade de sua libertação de todas as formas opressivas, que ele denomina “alienações”, e uma delas seria a religião. Na sua crítica, também há duas etapas: os escritos de antes de 1845 e os posteriores. Nos anteriores, a crítica marxista é ideológica, ele exclui o comportamento religioso, a partir de uma concepção de homem, a que mostra aindependência do homem em relação aos deuses. Segundo Marx, “o ateísmo é o humanismo reconciliado consigo mesmo mediante a superação da religião” e o comunismo seria a “autoconsciência do homem não mediatizada já pela superação da religião”. Em “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, ele concorda, inicialmente, com Feuerbach, em seu fundamento da crítica religiosa, que consiste na teoria de...
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