QUINZE BONS ARGUMENTOS CONTRA A GEOGRAFIA TEORÉTICA; QUATORZE CONTRA-ARGUMENTOS MELHORES AINDA (OU QUANDO O QUANTITATIVO NADA QUER DIZER)

Páginas: 41 (10023 palavras) Publicado: 24 de novembro de 2014
Parte II
Quinze bons argumentos contra a geografia teorética; quatorze contra-argumentos melhores ainda (ou
quando o quantitativo nada quer dizer)

Dante F. C. Reis Junior

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GODOY, PRT., org. História do pensamento geográfico e epistemologia em Geografia [online]. São
Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 289 p. ISBN978-85-7983-127-0.
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QUINZE BONS ARGUMENTOS

CONTRA A GEOGRAFIA TEORÉTICA;
QUATORZE CONTRA-ARGUMENTOS
MELHORES AINDA (OU QUANDO
O QUANTITATIVO NADA QUER DIZER)
Dante F. C. Reis Junior*

Introdução
Neste capítulo, nosso interesse é sumariar uminstigante episódio
de controvérsia ocorrido na História do Pensamento Geográfico
entre três e quatro décadas atrás. Não se trata, sinceramente, de ressuscitar um debate que, em certas circunstâncias, esteve por demais
influenciado por moções apaixonadas (portanto, às vezes bastante
intestinais, e pouco equilibradas). A intenção é divulgar o inventário
que fizemos a respeito das apologias esenões referentes à corrente
de pensamento denominada “Geografia Teorética e Quantitativa”
(GTQ), sintetizando as espécies de argumento numa e noutra direção. Com a amostra, desejamos apenas instigar o exercício (que
nos parece pedagógico, além de epistemológico) do examine pessoal
– segundo, pois, critérios e “inclinações” que cada leitor geógrafo
há de possuir – da consistência e da coerênciaconstantes tanto das
censuras quanto das defesas. (Entendendo aqui que coerência teria
a ver com uma construção não contraditória do argumento – um
fator “endógeno”, digamos assim –; enquanto sua consistência se
* Professor adjunto do Departamento de Geografia, Universidade de Brasília
(UnB).

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PAULO R. TEIXEIRA DE GODOY (ORG.)

reportaria ao potencial de resistir a um confronto comargumentos
outros – já um fator “exógeno”, então.)
Os argumentos contrários e os contra-argumentos foram principalmente extraídos de oito publicações sintomáticas. São quatro para
cada uma das duas “trincheiras”... e, em cada quadra de autores,
sempre uma dupla estrangeira e uma dupla doméstica. Selecionamos
para a quadra crítica: David Harvey (1972) (“Revolutionary and
counterrevolutionary theory in geography and the problem of ghetto
formation”) e Michael Hurst (1973) (“Establishment geography: or
how to be irrelevant in three easy lessons”), da cena internacional, e
Milton Santos (1978) (Por uma geografia nova: da crítica da geografia
a uma geografia crítica) e Manuel C. de Andrade (1987) (Geografia,
ciência da sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico),da cena doméstica. E para a quadra de contra-argumentadores
optamos por: Brian Berry (1972) (“Revolutionary and counter revolutionary theory in geography” – a ghetto commentary”) e Reginald
Golledge (1973) (“Some issues related to the search for geographical
knowledge”), no argumento alienígena, e Antonio Christofoletti
(1976) (“As características da nova geografia”) e Speridião Faissol(1987) (“A geografia na década de 80; os velhos dilemas e as novas
soluções”), no argumento indígena.
Outro motivo para a redação deste capítulo deve-se ao fato de na
literatura historiográfica corrente ser mais costumeiro apresentar as
escolas de pensamento segundo um modelo de progressão evolutiva
linear. É que, em virtude disso, com frequência a descrição delas se dá
ali seguindo o esquema:...
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