quinteiro

Páginas: 8 (1844 palavras) Publicado: 18 de setembro de 2014
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Curso de Pedagogia/ CCHS/ UFMS
Fundamentos Sociológicos da Educação


SÍNTESE
Referência: QUINTEIRO, Jucirema. Infância e educação na sociologia: questões emergentes. In: MAFRA, Leila de Alvarenga; TURA, Maria de Lourdes Rangel (Org.). Sociologia para educadores 2. O debate sociológico da educação no séc. XX. Rio de Janeiro: Quartet, 2005.p.137-166.

TÓPICOS QUE O AUTOR EXPÕE
“[...] Durkheim elaborou uma proposta de Educação Moral, numa perspectiva laica, com objetivos de socializar a criança no sentido de disciplinar, entre outros aspectos, a sua capacidade “questionador” e assim “conter as forças rebeldes” da sociedade do seu tempo” (QUINTEIRO, 2005, p. 137).
[...] educar é inscrever na subjetividade da criança os três elementosda moralidade: o espírito de disciplina (graças ao qual a criança adquire o gosto da vida regular, repetitiva, e o gosto da obediência à autoridade); o espírito de abnegação (adquirindo o gosto de sacrificar-se aos ideais coletivos) e a autonomia da vontade (sinônimo de submissão esclarecida). (Apud FERNANDEZ, 1996, p. 63 Apud QUINTEIRO, 2005, p. 138)(grifos do autor).
Tal Congresso pareceapresentar-se como um marco importante no surgimento da Sociologia da Infância. Salienta-se que a releitura critica do conceito de socialização e de suas definições funcionalistas entre os pesquisadores contribuiu fundamentalmente na consideração da criança como ator, renovando, deste modo, o interesse pelos processos de socialização entre os sociólogos da infância. As crianças passam a ser definidascomo capazes de pensar e decidir sobre as “coisas do mundo” e de participar do seu próprio processo formativo. (QUINTEIRO, 2005, p. 138 e 139)
“[...] a consideração das crianças como atores sociais exige a identificação e a caracterização das suas condições reais de vida e sua existência para que se possa intervir no sentido de interrogar sobre os constrangimentos constitutivos dos mundos dainfância.” (QUINTEIRO, 2005, p. 140).
Embora ainda se afirme que “a infância é um outro mundo”, é sabido que não há este “outro mundo”, porque é no campo das relações sociais que a criança cresce e se constitui como sujeito humano. Por isso é que se pode afirma que a participação das crianças no seu próprio processo educativo não se limita aos aspectos exclusivamente psicológicos, mas sociais,econômicos, políticos, culturais e históricos (QUINTEIRO,2005, p. 140).
“No Brasil, os saberes constituídos sobre a infância que estão ao nosso alcance até o momento nos permite conhecer objetivamente as precárias condições sociais das crianças, sua historia e sua condição profundamente adversa de “adulto miniatura”.” (QUINTEIRO, 2005, p. 141).
“[...] No âmbito da Sociologia, há ainda resistência emaceitar o testemunho infantil como fonte de pesquisa confiável e respeitável.” (QUINTEIRO, 2005, p.141).
[...]os estudos sobre a infância no Brasil parecem ter ampliado o seu campo de pesquisa e adquirido um certo estatuto teórico-metodológico. Constata-se uma produção caracterizada por uma diversidade de temas pautados por estudos empíricos e ausência de debates teóricos, voltados mais paraproblemas relativos ao fenômeno da precarização da infância; a gritante ausência de políticas sociais de apoio às crianças e aos jovens; a produção do fracasso escolar e, sobretudo, os diversos aspectos e especialidades que envolvem a educação da criança de zero a seis anos de idade. (QUINTEIRO, 2005, p. 142).
“Em meio a tantos paradoxos, definir a infância e a criança apresenta-se como o primeirodesafio para o pesquisador da infância.” (QUINTEIRO, 2005, p. 144).
A análise da produção existente sobre a História da Infância permite afirmar que a preocupação com a criança se encontra presente desde o século XIX, tanto no Brasil como em outros lugares do mundo, entretanto, mesmo a infância constituindo-se em um problema social desde o século XIX, isto não foi suficiente para torna-la, ao mesmo...
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