QUESTÕES DE ADERÊNCIA DA ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA

Páginas: 34 (8322 palavras) Publicado: 6 de agosto de 2013
QUESTÕES DE ADERÊNCIA DA ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA
David de Andrade Teixeira
Coronel Intendente
Mestre em Ciências Aeroespaciais
davidatdissertac@terra.com.br
Carlos Alberto de Souza Pereira
Coronel Intendente
calbertosp@uol.com.br
Marcos Antônio Diniz Chagas
Coronel Intendente
chagasmadc@yahoo.com.br
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica
Curso de Política e EstratégiaAeroespaciais - 2009

RESUMO
Cabe ao Conhecimento Científico Factual, como a Política, ser “Transcendente aos Fatos”, ir
além de suas aparências, a elas não se ater e nem se limitar a um episódio isolado. Assim,
esquadrinha o evento, na busca de explicá-lo. E neste sentido serão realizadas “As
Considerações Acerca da Aderência da Estratégia Nacional de Defesa (END) junto ao Estado,
aoGoverno e a Sociedade”. E, com o objetivo de saber que conjunturas não foram
contempladas, serão reconhecidos quais os aspectos visam conferir a amplitude Nacional, e,
quais os conceitos fundamentam a Estratégia. Isto permitirá reconhecer os “clientes e
provedores” da END e de suas demandas. Então, será possível, explicar a presunção de que a
END necessita de certos aperfeiçoamentos, a fim de gozarde uma abordagem mais científica e,
principalmente, contextualizada no sentido de tornar a Defesa um “bem comum”,
estabelecendo-a de forma sustentável, perene, efetiva, eficiente e eficaz. A abordagem aglutinará
metodologias exploratórias, explicativas, descritiva, e incluirá, ainda, pesquisas bibliográficas,
documentais e de campo. O arcabouço teórico terá referências em Burns, Hart, Magnoli,Cowan, Beck, Chisnall e no Manual da Escola Superior de Guerra. Esta pesquisa coaduna com
o desejo de contínuo aperfeiçoamento disposto, tacitamente, no caput da END.
Palavras-chave: END; Estratégia de Estado; Estratégia de Governo; Sociedade como cliente.
1. INTRODUÇÃO
Ao contrário da violência urbana, das drogas, do ensino e da saúde pública, temas
conhecidos há muito tempo, contudo,ainda sem solução satisfatória, a DEFESA DA NAÇÃO
está presente em discussão nacional muito recentemente, basta lembrar que a POLÍTICA
NACIONAL DE DEFESA (PND) data de 1996, e que a ESTRATÉGIA NACIONAL DE
DEFESA (END) de 2008. Isto remete a importância de levantar as considerações quanto à
aderência da END, e investigar um problema: em que medida a “aderência” do Estado, do
Governo e da Sociedadedetermina a “concretização de forma sustentável” da END. E isto leva
a várias questões. Como se materializa o processo de adesão da END, junto ao Governo, ao
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Estado, a Sociedade e a Nação? Como este “produto” é percebido pelo “cliente”? Quem é este
“cliente” e qual sua necessidade? Este “produto” está em consonância com a necessidade que
pretende atender? Sem o conhecimento destasrespostas, como saber se está sendo trilhado o
caminho para “alcançar e conservar” a sustentabilidade que se pretende, em relação às demandas
referentes à Defesa Nacional? O que tornará viável “obter e sustentar”: a eficácia - que produz
realmente um efeito, o resultado pretendido: relaciona o pretendido com o alcançado, a
eficiência - força latente que tem a substância para produzir determinadoefeito, relaciona o
resultado obtido com recurso empregado, rendimento-, e a efetividade - capacidade de duração
em exercício até produzir o efeito - da END? Ou, seja, a sua “concretização de forma
sustentável”.
O conhecimento das características e especificidades demandadas da Defesa Nacional
(saber quem, o que, quando, onde, como, com que freqüência colabora para com o atendimento
denecessidades para viabilizar as ações da DEFESA, e isto em relação ao que deverá ser
defendido, de que oponente, como, quando, onde, por qual causa, para que conseqüência, durante
quanto tempo, para alcançar a que objetivo e a que custo) dá inicio ao conhecimento necessário
para se estabelecer colaboradores e clientes da Defesa. Cabe, destacar o fato de que o
colaborador da Defesa também estará na...
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