quem merece o que - aristóteles

Páginas: 5 (1200 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014
 Para este, a justiça se desdobra em dois conceitos:
a) justiça teleológica, em que é preciso conhecer o télos (objetivo) da prática jurídica;
b) justiça honorífica, compreender o télos de uma prática – ou discutir sobre ele – significa, pelo menos em parte, compreender ou discutir as virtudes que ela deve honrar e compensar.
Para que seja mais bem entendido, desenvolve-se o exemplo daflauta perfeita. A quem ela deve ser dada? Para Aristóteles a cada um é dado o que se merece, para pessoas iguais, dão-se coisas iguais. Mas como saber que a coisa certa está sendo dada para a pessoa certa? Perguntando-se acerca do télos do objeto e que virtudes devem ser honradas.
No caso da flauta, pode-se saber que o objetivo dela é ser mais bem tocada (télos) e aquele que deve recebe-la deve sero melhor músico. Nesse sentido, entende-se que as coisas são feitas para melhor serem usadas.
Levando essa discussão para o plano das instituições sociais, questiona-se qual seria o seu télos. Para Aristóteles, a pergunta só seria bem respondida se soubéssemos qual o propósito da justiça. De acordo com o autor, o télos da política é formar e cultivar o bom caráter. A oligarquia e a democracia sãorejeitadas por Aristóteles, porque ambos os modos de governo negligenciam a finalidade da instituição política, que é cultivar a virtude dos cidadãos para que todos possam viver uma vida boa. Nesse caso, quem mereceria governar seria aquele que melhor deliberasse sobre esses aspectos.
Aristóteles também fala que uma boa pessoa deve participar da vida política dos cidadãos, porque é da naturezahumana deliberar sobre o certo e o errado através da linguagem, é isso que diferencia o homem dos outros animais. Sozinhos não somos capazes de desenvolver a linguagem e a deliberação moral.
A vida moral tem a felicidade como objetivo, entretanto, ser feliz não significa um estado de espírito como para os utilitaristas, e sim uma maneira de ser que significa usufruir de coisas nobres e sofrer comcoisas reles. A virtude só é alcançada através da prática. É dever dos governantes cultivar hábitos que formem indivíduos de bom caráter através das leis.

Realidade brasileira e legislação vigente.

Em sociedade o homem não pode viver sem a observância de normas de conduta que regulem sua convivência com os demais. E já que a vida em sociedade foi empiricamente determinada como a maiseficiente forma de vida para o ser humano (o homem é um animal político, i.e., social), o indivíduo que não observa os preceitos destas tais normas de conduta simplesmente não pode viver em sociedade.
Assegurada a proteção física e consequentemente sua sobrevivência individual, pôde o homem partir para a determinação do seu papel na organização dos grupamentos básicos que a sua própria existênciadetermina: a família e as relações de trabalho.
Temos uma bela Constituição social, no entanto, ainda hoje, a realidade brasileira explode em violenta contradição com aqueles ideais proclamados. Sabemos todos que vivemos num país marcado por profunda desigualdade social, fruto de persistente política oligárquica e da mais escandalosa concentração de renda. E, hoje, ainda sofremos um processo de negaçãodos direitos sociais arduamente conquistados, na medida em que prospera a defesa de um “Estado mínimo”, que abandona o povo à sua sorte e que reduz a cidadania às liberdades civis e políticas, mantendo, em contrapartida, os privilégios dos “de cima” e a brutal carência de direitos dos “de baixo”.
A análise do quadro social brasileiro evidencia significativa persistência da pobreza e dadesigualdade social, com diminuição nesses índices, com medidas adotadas a partir da Constituição brasileira de 1988. Tem-se nos últimos anos a possibilidade de superação da indigência, embora a pobreza, mesmo que diminuindo de modo mais significativo do que a desigualdade social, pareça vir sendo apenas administrada e controlada. 
Uma análise das políticas sociais no Brasil revela, em primeiro plano, a...
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