Quem és tu?

Páginas: 6 (1257 palavras) Publicado: 18 de setembro de 2014
BELLE ÉPOQUE
QUEM ÉS TU?
Algo vibrava na cidade de Paris, bem como em toda a Europa, o povo podia sentir que algo estava para explodir e mudar em cento e oitenta graus toda a realidade daquele tempo. Já se podia sentir o metal vibrar, as folhas rascunharem e o tilintar na mente de algumas pessoas.
Em meados de Julho de mil oitocentos e setenta, a meia noite, uma grande conferencia dava-seinicio. Homens com grandiosos sonhos e ideias reuniam-se no auditório da Universidade de Sorbonne; e como não ter curiosidade diante de um acontecimento tão inusitado? Foi o que Alice, uma linda moça alta, loira e de profundos olhos azuis que deixavam transparecer a infantil inocência de seu intimo, apesar de sua idade, sentiu diante de tal evento. Então, como um gato sapeca que anda pelas noitesescuras sem ser percebido, ela se englobou à numerosa quantidade de pessoas que circulavam internamente ao campus universitário e não demorou muito para que se atrapalhasse. Por estar no centro de um vai e vem de pessoas desesperadas pelo inicio da reunião, acabou sendo empurrada, e como o equilíbrio lhe faltara a se manter de pé, viu-se caída entre o espaço das pernas de um dos seguranças que seencontravam às portas da sala principal, e como se ele não percebesse o desencaixe da menina na reunião, simplesmente a levantou e permitiu que ela prosseguisse. Alice sentia-se confusa e ao mesmo tempo orgulhosa. Sentia-se membro de uma entidade maior... Sabia que em grandes conferências apenas pessoas de renome eram convocadas e, por algum motivo, ela fora identificada como tal.
Caminhavadistraidamente pelos corredores da maravilhosa Sorbonne; as muitas formas lhe traziam a vertigem aos olhos, ao ponto de fazê-la acreditar que mesmo e meio a uma multidão se estava sozinha, mas mesmo com tantas coisas a lhe tirar o foco, ela concentrou-se no grande volume de ondas sonoras para localizar a direção do fluxo de pessoas e direcionar-se a reunião que estava a um instante do inicio.
Caminharem meio a tantos corredores barulhentos e confusos deixaram Alice um tanto quanto aturdida e deslocada, mas localizar a sala principal das conferencias a fez sentir novamente a planta de seus pés tangenciando confortavelmente a terra, afinal, sentir aquelas inúmeras borboletas fazendo “borboleatinagens” em seu estômago e querendo carrega-la ao mais alto céu inconstante não era uma das sensaçõesmais bem-quistas pela jovem. Rapidamente, direcionou-se às poltronas, escolhendo o assento que a permitiria olhar no profundo dos olhos de cada conferencista, porém foi pega de surpresa quando um jovem simpático com o nome de Lewis Carroll a convidou para sentar-se à mesa de debates. Em meio a tal situação, Alice sentiu aquelas mesmas borboletas de incertezas e ansiedade tomarem um espaço maior doque ela podia suportar em seu estômago e tanta inquietude a fez direcionar seu olhar diretamente ao mais interno dos olhos do rapaz que a fizera tal convite e, ao fitar seus olhos nos dele, Alice fora totalmente envolvida por uma sensação antes nunca experimentada, na verdade, ali só restara uma moça que podia ser qualquer uma menos ela mesma.
Dar-se-ia o inicio da conferencia quando uma criançano alto de seus doze anos de idade, cabelos desarrumados e com um uniforme tipicamente usado por operários de confecções artesanais, adentra a sala com grande euforia anunciando, em troca de algumas moedas, o fato de que um alfaiate preparava-se para saltar da torre Eiffel na tentativa de realizar o primeiro voo efetuado por humanos. Todos os presentes na conferencia, direcionaram-se ao ladoexterno da universidade e lá estava Franz Reichelt, o alfaiate austríaco, que em apenas alguns segundos de coragem, pulou para voar, e antes mesmo de alcançar o chão, morreu por falta de coragem e ainda danificou o asfalto. Aquela imagem representou o irrepresentável... Nada fazia sentido, todos ficaram abismados diante de tal ocorrido, todos, menos Alice, aquela menina de cabelos escuros e pele alva,...
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