psicologia

455 palavras 2 páginas
Paixão e desejo
Vimos no item 1.2.1., deste trabalho, que o desejo faz parte da estrutura do sujeito. É odesejo advindo de um Outro que possibilita a demarcação de seu lugar no mundo, bem comoé o reconhecimento por parte do sujeito deste desejo do Outro, na entrada da ordem simbólica,que vai possibilitá-lo constituir-se enquanto tal. Desejar implica então, num primeiromomento, reconhecer o desejo e, num segundo momento, relançar o que não se realizou emnovas aspirações (Ferreira, 2004).O desejo é inaugurado pela marca fundamental da estrutura subjetiva, que é uma faltaradical, em função da qual o homem inventou o amor e os seus mitos. Por constituir-se por referência a uma falta, o desejo configura sempre um lamento, uma nostalgia. E se ele perambula incansavelmente é porque a insatisfação é seu guia e razão de sobrevivência.Se o sujeito se dirige a um objeto é na esperança de preencher esta falta que está na suaorigem. Ele passa a vida a buscar, tentando reencontrar o que perdeu, mas tal reencontro ésempre falho, pois o objeto ao qual o desejo se dirige nunca é igual à causa do desejo.Afirmar, contudo, que o objeto de desejo não existe, não significa afirmar dizer que não hajauma série de objetos que causam desejo ao sujeito. Mas nenhum dos objetos é de fato aqueleque, se existisse, conduziria à felicidade plena, pois todo objeto de desejo é um objetoreencontrado e inadequado. Este, contudo, é o drama e, ao mesmo tempo, o motor daexistência humana. Pois, satisfazer o desejo seria apagá-lo, seria deixar de desejar. Comosujeito e desejo são termos análogos, o apagamento de um é o apagamento do outro.Para solucionar esta questão de “vida e morte” do desejo, entra em cena a fantasia. Se odesejo é, em sua essência, da ordem da falta, a fantasia é a estrutura que emoldura, delimitaesta falta. “Há falta, diz o desejo. É isso que falta, diz a fantasia” (Jorge, 2006a, p. 65). Nessesentido, a fantasia estabiliza, fixa o desejo do sujeito numa relação com determinado

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