Psicofarmacologia

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Psicofarmacologia

A psicofarmacologia e a análise existencial são duas noções da psiquiatria de hoje. O problema de sua relação deve ser explicitado a partir do conhecimento desta pertença, mas, no entanto, é justamente este que nos faz falta. Com efeito, os psicofarmacologistas e os defensores da análise existencial falam duas línguas diferentes e não se compreendem advindo daí a impressão de que estes dois domínios teriam se encontrado apenas por acaso no interior da psiquiatria sem mesmo se tocarem nem, ainda menos, se acharem ligados por uma relação interna.
O “ser psiquicamente doente” é, entretanto, justamente a ligação entre psicofarmacologia e análise existencial, sendo o objeto de observação destas duas disciplinas. Ambas desejam conhecê-lo no modo essencial de aparecimento de sua doença, a fim de assistir-lhe e, quando possível, curá-lo. Ambas procuram atingir este objetivo por vias diferentes.
A via da psicofarmacologia é clara: considera o doente um organismo que deve ser compreendido biologicamente e explorado por meio dos métodos das ciências naturais, utilizando, para tanto, em primeiro lugar, a indução. Entre os fenômenos que ela encontra, estrutura grupos conforme a similitude de seu aparecimento, coordenando isso por acréscimos sucessivos. É assim que a psiquiatria construiu uma teoria da doença: a psicopatologia. Para atingir este objetivo, ela inicialmente pesquisou quadros clínicos claramente delimitados.
Ao lado de modos de comportamentos idênticos, estava a evolução que, mais do que qualquer outro elemento era significativo; assim, antes de tudo, consegue-se compreender as doenças fundadas sobre o psíquico como grupo homogêneo a partir de lesões cerebrais orgânicas objetivas e graves. Em seguida, a partir do grupo restante, ainda muito conseqüente, foram descritas três grandes síndromes designadas com o vocábulo “psicoses endógenas”: maníaco-depressiva, esquizofrênica e epileptóide paroxística.
Esta classificação confere aos esforços

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