Psicanálise e o recalque

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Logo no primeiro parágrafo de o recalque, de 1915, Freud afirma que “para o instinto, a fuga não tem qualquer valia, pois o ego não pode escapar a si próprio” (Freud, 1915, p. 151).
Com base nessa afirmativa de Freud e de alguns livros e artigos lidos abordamos este assunto levando em consideração a importância do mesmo para Freud e de como ocorreu à ruptura dos métodos anteriores (hipnose e método catártico) trazendo à tona a associação livre, que fundamentou dentre alguns outros critérios o que se denomina Psicanálise.
Essa mudança, de médico à analista, aconteceu quando da percepção do autor acerca da existência do que chamou, então, de processos defensivos, considerados os primórdios da teoria do recalque. Tais processos atuariam em torno de conteúdos não sabidos. Esse não saber carregaria consigo, menos a marca da ignorância e mais a da que ele chama de um “não querer saber”, que poderíamos considerar como as primeiras elaborações freudianas acerca da teoria do inconsciente. (Angela Cristina da Silva, 2012).
“Eu me oporia com a maior ênfase a quem procurasse colocar a teoria da repressão e da resistência entre as premissas da psicanálise em vez de coloca-las entre as suas descobertas”. [...] a teoria da repressão é um produto do trabalho psicanalítico, uma inferência teórica legitimamente extraída de inúmeras observações (idem).
Analisando o texto acima observamos uma ênfase de Freud em não querer colocar essa teoria como base de sustentação da Psicanálise, muito pelo contrário; neste contexto Freud situa a teoria da repressão como algo que surgiu após muitos estudos sobre essa nova maneira de se observar e compreender o sujeito. Percebeu que havia algo que não deixava o desejo escapar. Algo que o impedia de seguir em frente.
No texto Recalque, de 1915, Freud inicia dizendo que no caminho para sua realização, a pulsão encontra resistências que a barram. Assim, o recalque é a alternativa utilizada quando o perigo a ser enfrentado é interno, tornando

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