Prudencia em Aristóteles

Páginas: 11 (2598 palavras) Publicado: 25 de agosto de 2014
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FACULDADE DE FILOSOFIA
GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
Oficina Monográfica I - Prof. Martina Korelc
Aluno: Sidney Carvalho Vilela




Resumo


O objetivo deste trabalho é apresentar a prudência conforme os conceitos aristotélicos, expresso na obra de Aristóteles, “Ética a Nicomaque”. Ainda que a concepção contemporânea de prudência seja oposta à de Aristótelesna medida em que a vemos como uma disposição excessiva de cautela, observamos que o princípio tem origem nos pensamentos aristotélicos.
A prudência em Aristóteles, é compreendida como uma virtude, uma vez que o prudente é aquele que delibera bem. Na medida em que a razão que opera no interior das virtudes morais nos leva a um fim, ou seja, a eudaimonia (felicidade). Aristóteles afirma que, no queconcerne à eudaimonia como fim último das nossas ações, a virtude moral é a responsável pela aquisição de uma concepção certa e do desejo reto por este fim, e a prudência e o caminho, e com ela que as virtudes aperfeiçoam, ela é considerada por Aristóteles a mãe das virtudes.
Assim esse trabalho sintetizado, busca apresentar o papel que a prudência desempenha na obra de Aristóteles, visando aeudaimonia.













A prudência aristotélica na Ética a Nicômacos.

Compreender o significado da prudência aristotélica significa aventurar-se em seu pensamento, é preciso, antes de tudo, entender os movimentos que o pensamento Aristóteles faz na construção de seus conceitos fundamentais, em especial os relativos ao seu pensamento ético.
Aristóteles, em toda sua obra, é muitosistemático, o que gera dificuldades entre seus estudiosos de compreensão de seu conceitos fundamentais, mas a ideia fundamental da ética aristotélica está contida no primeiro capítulo de seu livro “Ética a Nicômacos”.
“Mas como há muitas atividades, artes e ciências, suas finalidades também são muitas; a finalidade da medicina é a saúde, a da construção naval é a nau, a da estratégia é avitória, a da economia á a riqueza. Onde, porém, tais artes se subordinam a uma única aptidão ( por exemplo, da mesma forma que produção de rédeas e outras artes relativas a acessórios para montaria se subordinam à estratégia, de maneira idêntica umas artes se subordinam sucessivamente a outra) as finalidades das artes principais deve ter procedência sobre todas as finalidades subordinadas; com efeito, épor causa daquelas que estas são perseguidas. Não haverá diferença alguma no caso de as próprias atividades serem as finalidades das ações ou serem algum destino delas, como ocorre com as ciências mencionadas. (ARISTÓTELES, 2001, p.17)

Através dessa convertibilidade de bem em fim, e a ideia de que uns fins são mais finais do que outros (mediante a ideia de subordinação entre eles), Aristótelesintroduz a ideia de bem supremo (ou fim final), que é aquele desejado por si mesmo, sendo, pois os homens a escolhem sempre por si mesma, e nunca por causa de algo mais; horárias, riquezas, prazer, inteligência e todas as outras formas de excelência, embora escolhidas em si mesmas (os homens as escolheriam mesmo que nada resultasse delas), são buscadas por causa da felicidade, pensam que atravésdelas serão felizes.
Assim como um arqueiro que visa um alvo, terão maior probabilidade de atingir este bem, aqueles que dele tem conhecimento, por isso, cumpre determinar, mesmo sumariamente, o que é este bem. Para identificar qual a espécie de vida pode dar ao homem uma maior satisfação, Aristóteles julga necessário investigar qual a função característica do homem pois como diz Priscilla TeschSpinelli “[...] há uma relação intrínseca entre algo e ser em vista de algo. No vocábulo aristotélico significa que há uma relação intrínseca entre causa formal e causa final”. (2005, p.28)
Para Aristóteles, determinar a função própria do homem, significa investigar aquilo que apenas pode ser executado pelo ser humano. A alma humana, segundo Aristóteles, pode ser dividida em três partes em...
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