Processo de criminalização

Páginas: 7 (1667 palavras) Publicado: 18 de maio de 2012
A teoria do processo de criminalização contraria a ideia de que a culpa da transgressão seja do criminoso e sim da sociedade que ao criar regras acaba criando aqueles que virão a cometer o desvio da regra, este desvio é fruto da consequência da aplicação de regras e sanções a um transgressor e não uma qualidade do ato realizado.
Para termos de classificação podemos dizer que o desviado outransgressor seja o “estranho”.
Sendo o desvio uma consequência o investigador não pode tratar o “estranho” como sendo de uma classe homogênea, também não podem confirmar o ato desviado já que os processos são falíveis. E ainda temos o fato de que a classe dos desviados nem sempre terão os transgressores tendo em vista que alguns não são detectados como transgressores. Sendo assim não seria razoáveladmitir que existam fatores comuns à personalidade ou à situação que explique o suposto “desvio”.
O que une os transgressores apenas seria a rotulação e a experiência de serem classificados assim, mas o que seria o desvio? É o produto de uma interação entre o grupo social e o intitulado “estranho” e compreende mais o processo pelo qual chegam a este rotulo.
Uma mesma conduta pode ser uma infraçãoem um tempo e em outros não, pode ser violada impunemente e às vezes não para que tais comportamentos punitivos sejam determinados o ato “desviado” depende de sua natureza ou que os demais reajam ao mesmo. Um desvio é uma resultante entre o contato daquele que a pratica e aqueles que reagem ao ato é sempre resultado de uma atividade “empresarial”, pois nenhum ato pode ser considerado “desviado” enenhuma pessoa pode ser taxada como e tratada como tal por ter realizado o ato sem que antes alguém tenha feita a regra que o definiu como desviado, uma vez que as regras não se fazem automaticamente.
Para Becker as regras são criações de grupos específicos e como tal nem sempre são aceitas por todos vistos que todos temos diferenças essas diferenças causam diferentes entendimentos de qualconduta se deve tomar frente a uma norma gerando assim desvios.
O êxito na criação e imposição das regras segundo Becker depende de poder “politico e econômico” já que alguns impõem regras para muitos sem vontade ou consentimentos destes. Os grupos cuja posição social lhes dá armas estão mais bem capacitados para impor suas regras, distinções de idade, raça, sexo, etnicidade, e classe social fazem comque os grupos assim distinguidos possam fazer regras para os outros.
Criminalização Primária
Tem inicio nos valores, dado que servem para guia geral de ação e inúteis para ações concretas, as pessoas desenvolvem regras especificas vinculadas coma vida cotidiana. As pessoas modelam seus valores a partir de situações problemáticas, depois de considerar o distintos valores aceitáveis deduzem umaregra especifica.
O tipo ideal de uma regra especifica è uma peça de legislação cuidadosamente redigida, em concordância com a interpretação judicial, as regras criadas segundo esse modelo ideal não seriam ambíguas. Essa criação de normas é feia por “empresários morais” segundo Becker. Este empresário age de forma a não acreditar em nada correto sem norma e tende a corrigir as coisas de acordocom o senso de justiça e assim será bom para ele e todos, sentem que sua reforma evitara a exploração de uma pessoa por outra. Estes “cruzadores morais” tentam ajudar os de baixo a alcançar um status melhor, acabam atraindo o apoio de pessoas não são tão puros, porque estão comprometidos mais com os fins do que com os meios.
O processo de criação das regras se triunfar pode esbarrar nas limitaçõesdas interpretações judiciais, o êxito de uma “cruzada” é o estabelecimento de uma nova regra, o êxito pode também resultar em uma ocupação profissional originada na preocupação amadorística.
Criminalização Secundária
A imposição da norma não garante sua aplicação, a imposição requer uma explicação sobre varias premissas:
1) Um ato posto que alguém deva castigar o culpado.
2) Ocorre...
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