Problemas educacionais no brasil

Páginas: 41 (10078 palavras) Publicado: 29 de abril de 2013
Qualidade da educação: eficiência, eficácia e produtividade escolar
Resumo: As discussões sobre a qualidade na área da educação no Brasil suscitam questões sobre formação docente, investimentos, estrutura física da escola, perfil sócio-econômico do aluno e gestão escolar. Elementos constitutivos que determinam a qualidade de uma unidade escolar. No arcabouço das discussões, estão as avaliaçõesexternas como forma de qualificar, ou não, os sistemas de ensino no país. A aplicação de testes que aferem o desempenho acadêmico de alunos das escolas públicas e privadas no Brasil tornou-se uma constante a partir da década de 1990. Com base nestes testes, são elaborados quadros demonstrativos de índices de desempenho como é o caso do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), cominformações coletadas a partir de dados obtidos no Censo Escolar, das médias de desempenho alcançadas no SAEB e Prova Brasil.
Baseando-se na interpretação destes dados, escolas e sistemas de ensino são sentenciados, julgados e até prejudicados devido ao seu “nível de qualidade”. No entanto, é preciso refletir sobre o olhar dado à qualidade, quando esta se refere a interpretação de índices e aprofundaras discussões sobre o real sentido da qualificação de escolas e sistemas de ensino, procurando responder a pergunta: a quem elas servem?
Palavras Chave: Qualidade educacional, Avaliação externa, Índice de desempenho escolar.
A partir de 1930, a sociedade passou por transformações políticas, econômicas e sociais, principalmente em função da transição de uma sociedade pré- capitalista,agrário-comercial, para uma sociedade urbano-industrial, aumentando, portanto, o crescimento da população urbana. Este aumento manifestou-se também numa maior demanda pela educação, uma vez que ela representava um meio de êxito profissional e acesso à posições socialmente valorizadas. Estes fatores contribuíram para a ampliação do sistema escolar no país e, por decorrência de tais transformações, oEstado passou a ser interventor em todos os setores da sociedade e também da educação, criando para tanto, o Ministério de Educação e Saúde Pública e o Conselho Nacional de Educação. (HAIDAR, TANURI, 1998).
A educação passou a ser considerada numa perspectiva quantitativa, uma vez que o país investiu muito na expansão da rede de ensino. Na década de 1950 a população era de cinqüentamilhões; destes, cerca de 30% freqüentavam a escola e o país aumentava cada vez mais o atendimento educacional, investindo na sua ampliação, que sempre foi vista nas políticas e normas educacionais como atendimento à demanda, considerando principalmente as camadas menos favorecidas da sociedade. A expansão, neste sentido, tinha como objetivo favorecer a inclusão, sob o ponto de vista de atendimentoà demanda. A preocupação, portanto, estava centrada na quantidade (OLIVEIRA, 2005).
A qualidade do ensino, segundo o olhar de Beisiegel (2005), começou a ser prejudicada justamente pela rápida expansão da rede. O autor entende a crise do ensino no que se refere à sua qualidade, como conseqüência da extensão de oportunidades educacionais às camadas mais carentes da população,principalmente após a lei nº 5.540/68 que incidiu sobre o Ensino Superior e a lei nº
5.692/71 que alterou a sistemática de funcionamento do ensino do primeiro e segundo grau e formalizou a expansão educacional.
A expansão quantitativa da rede, a complexidade resultante do crescimento, a multiplicação e diversificação dos quadros e tarefas resultaram na burocratização e ritualização dosserviços. Além disso, a expansão trouxe problemas como a improvisação de salas de aula e de professores, a escassez de recursos, a multiplicação dos períodos de funcionamento da escola, bem como a alteração do currículo com vistas a atender às novas exigências e necessidades da demanda (BEISIEGEL, 2006).3
No entanto, o autor aponta que, com a democratização do ensino, a escola Acabou por...
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