Prisão e a ágora

Páginas: 5 (1005 palavras) Publicado: 26 de março de 2012
FICHAMENTO:

REFERÊNCIA

SOUZA, M. L. de. A prisão e a ágora: reflexões em torno da democratização do planejamento e da gestão das cidades. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006, p. 454-456.




I – ANÁLISE TEXTUAL

A. ESQUEMATIZAÇÃO DO TEXTO

O texto apresenta uma estrutura única de texto corrido, sem subdivisões de tópicos e 24 (vinte e quatro)parágrafos.




II – ANÁLISE TEMÁTICA

A. TEMA

Os limites da ideia de participação popular dentro do binômio “democracia representativa + capitalismo”.




B. PROBLEMA

Analisar de forma crítica como é dada a participação popular na conjuntura da democracia representativa e o sistema capitalista.




C. TESE

Se uma sociedadese apresenta sob a tutela de um aparelho estatal, a participação, mesmo que conquistada no conflito, não deixará de ser uma participação consentida e subordinada.




D. ARGUMENTAÇÃO

1. Participação nas sociedades heterônomas;

1.1. A participação equivale a acrescentar-se como parcela nas diretrizes do Estado, e não simplesmente ser parte de um todo;

1.2. Aparticipação pode ser conseguida por meios de pressão, participação está que será subordinada.

1.3. Para Robert Michels, existe uma “lei de ferro da oligarquia” (das eherne Gesetz der Oligarchie).

1.4. Para essa “lei de ferro” o domínio de qualquer organização de massas por uma minoria será inescapável. Seria o destino de enquadramento e acomodação ao status quo dos indivíduose organizações bem-sucedidos que manifestaram desejo de transformação social;

1.5. O autor trata essa “lei” como uma “tendência inexorável”, e exemplifica o permanente risco de cooptação estrutural por parte das instituições heterônomas;

1.6. Todas tentativas de participação popular que confrontem instituições e o imaginário heterônomo estará em um ambiente hostil.2. A força corruptora do Estado

2.1. O estado não deve ser “tomado”, mas sim “driblado”, socorrendo-se de subterfúgios.

3. O “paradoxo da consolidação”

3.1. Para um ativismo sobreviver e ser eficaz é preciso que haja durabilidade e formação de sujeitos políticos, o que implica institucionalizar-se; mas se uma força deixa de ser constituinte, ela deixa de ser mutável.4. Exigências para evitar a “cooptação estrutural” e o “paradoxo da consolidação”;

4.1. Para as forças do Estado, se elas não desejam cooptar, é necessário pactuar uma malha territorial que minimize os riscos sempre inerentes à delegação;

4.2. Para os próprios ativismos, são dois desafios. De um lado, deve-se “jogar no campo do Estado” e tirar proveito disso;4.3. Por outro lado, desenvolver formas de articulação que combinem na base da comunicação das redes, promovendo-se intercâmbios em situações de co-presença e trocas em escalas abrangentes.

5. O problema de querer tomar o Estado.

5.1. Tal questão é ainda mais problemática, uma vez que isso pressupõe a adoção da forma institucional partido (heterônoma). Tal forma sempre forarejeitada pelo anarquismo e por qualquer corrente libertária;

5.2. Mantém-se a forma “Estado”, no máximo se tem uma substituição (leninista) do “Estado capitalista” pelo “Estado Socialista”.

5.3. De um ponto de vista autonomista, o meio mais seguro de fazer parceria com o Estado é preservar uma margem de ação própria e não se deixar guiar seja pelo Estado ou seja pelos partidos(mesmo que estes sejam de esquerda);

5.4. Citando Murray Bookchin (p. 462), é feito novo alerta acerca do poder corruptor do Estado, afirmando que alguns dos líderes revolucionários mais idealistas do passado vivem confortavelmente às custas do poder corruptor do Estado[1].

6. A social democracia no Brasil

6.1. Com o Partido dos trabalhadores, se fez uma “social...
Ler documento completo

Por favor, assinar para o acesso.

Estes textos também podem ser interessantes

  • ÁGORA
  • E agora
  • agora
  • Agora
  • O agora
  • agora
  • Ágora
  • Agora!!!

Seja um membro do Trabalhos Feitos

CADASTRE-SE AGORA!