Previdencia

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Devemos permitir que médicos estrangeiros venham clinicar no Brasil? É lícito impedir que num país em que os médicos estão concentrados nas capitais impedira chegada de médicos que servirão às populações abandonadas do interior desse imenso país? Estas parecem ser as principais questões éticas que estão no fundo do polêmico projeto de abrir o país para médicos estrangeiros, especialmente de jovens brasileiros formados em Cuba. Numa perspectiva geral ninguém em sã consciência pode ser contra a vinda de quaisquer profissionais de alto nível num país sedento de mão de obra especializada, que o baixo nível do ensino não consegue suprir. No entanto, há que se considerar algumas questões, para que mais uma vez o axioma lusitano de que o inferno está repleto de boas intenções não venha a se cumprir. Sei por experiência própria que as grandes causa atraem os maiores espertalhões. Isto está acontecendo com o tema em pauta. Para início de conversa, a ausência de médicos nos rincões distantes, nas cidades ribeirinhas da imensidão amazônica, não se deve a falta de interesse dos médicos formados no Brasil.
Evidentemente que não é fácil deixar a cidade grande para ir atender as populações isoladas e pobres, sem o apoio da tecnologia que hoje praticamente substitui parte da clínica médica. A verdade é que muitos jovens médicos têm se interessado em seguir para os confins, movidos por idealismo. Sim, o idealismo ainda está vivo. Mas o que os espera, além do salário melhor, nessas comunidades distantes. Quando um médico chega numa pequena cidade do sertão, se ele exerce sua profissão m profissionalismo e humanidade, logo ele se torna uma ura proeminente. Então começam os problemas.
Em geral os prefeitos pensam que ele é seu empregado, pior, que deve ser seu cabo eleitoral. Se o médico tem caráter e leva a sério o seu juramento de Hipócrates, isto é entendido pelos prefeitos e políticos locais como uma ameaça. Começam as retaliações, protelação do de pagamento, lenta ou

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