Preconceito Racial

Páginas: 16 (3949 palavras) Publicado: 15 de maio de 2014
Preconceito Racial
Brasil Colônia e Portugal





Maio/2014


Sumário





Biografia


Natural de Santa Adélia (SP). Historiadora, graduada e pós-graduada em História pela Universidade de São Paulo. Tanto no Mestrado como no Doutorado tem o racismo e o antissemitismo (preconceito contra judeus, baseada em ódio) como objeto de estudo. É bacharel e formada em História pelaFFLCH ( Faculdade de Filosofia, letras e ciências Humanas) da Universidade de São Paulo. Desde 1972 atua como professora universitária e, após 1984, ingressou como docente do Departamento de História da FFLCH-USP. Atualmente se dedica á pesquisa histórica em torno de temas relacionados com a História da cultura Universal Brasileira.

Introdução
O Preconceito Racial ereligioso já esteve no Brasil desde quando os primeiros portugueses aqui se estalaram como colonizadores. E o trabalho de historiadores em primeira análise, era pesquisar as origens desse problema social, documentar os fatos e mostrar os aspectos do racismo, vigente durante os três primeiros séculos da colonização portuguesa.
Tiveram a maior concentração nos acontecimentos relativos aos séculos XVII eXVIII:
a) O elemento humano identificado como objeto de estudo;
b) O tipo de documentação arrolada para comprovar a existência de racismo na colônia;
c) As mudanças sociais operadas em cada período histórico.

Durante três séculos, foram discriminados desde o nascimento grupos étnicos, novos cristãos, mouriscos (espanhóis muçulmanos), índios, negros, mulatos e ciganos. Segundo o AntropólogoJuan Comas Campos (1900-1979) Espanha, a questão do racismo pode ser identificada através de:
Nas diferenças imutáveis de ordem física e intelectual explicadas pela Biologia e pela hereditariedade;
Na predisposição do indivíduo a adquirir hábitos, atitudes, comportamentos e a obter reações antes do nascimento;
Nas diferenças entre a maioria e a minoria, sempre consideradas como indícios deinferioridade;
Na degeneração biológica da raça através da miscigenação.
O racismo é identificado através do preconceito e das medidas discriminatórias, entendemos preconceito como sendo um conjunto de atitudes que provocam, favorecem ou justificam medidas de discriminação. Grupos de discriminadores caracterizam negros como brutais, estúpidos, sujos e imorais. Os judeus eram vistos como exploradores,sujos e desonestos; enquanto os ciganos são vagabundos, trapaceiros, imundos, vadios e ladrões.
Falsos argumentos étnicos ou religiosos passam a ser adotados como signos, permitindo distinguir os indivíduos ou grupos entre si. Dessa forma passam a existir de um lado os “limpos de sangue” pertencentes de uma raça pura, superior e inteligente, e, de outro lado os “infectos” os párias (impuros),membros de uma raça inferior. Esses signos compõem a ordem simbólica estipulada pelo grupo dominante, que para manter sua posição privilegiada, organiza toda estrutura legal e social, manipulando leis e convenções controlando também os meios de comunicação e propaganda. O Racismo contra os cristãos-novos: Historiografia Europeia e Nacional. A análise da discriminação racial contra os judeus ecristãos-novos, em Portugal e no Brasil, somente podem ser identificados em pequenos tópicos ou subitens de importantes obras estrangeiras, quando não em alguns parágrafos e curtas referências bibliográficas. A preocupação no momento é identificar as abordagens por eles desenvolvidas a respeito da discriminação racial contra os cristãos-novos, baseada no preconceito de sangue. A aplicação do Estatuto depureza de sangue em Portugal e Brasil:
_ serviu de instrumento para a nobreza e a burguesia mercantil cristã-velha preservar a estrutura social do Antigo Regime;
_ gerou uma legislação amplamente discriminatória, com a ajuda de uma terminologia cristã;
_ justificou as medidas de segregação racial e social impostas aos cristãos-novos.
“O Estatuto da Pureza de Sangue” espalhou o terror entre...
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