Preconceito linguistico

Páginas: 14 (3322 palavras) Publicado: 14 de maio de 2013
BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico: o que é, como se faz. 21. ed. São Paulo:

Loyola, 1999.



Adriano Mascarenhas Lima

1





Em uma sociedade que, pelo menos externamente, abomina o preconceito, é de se

espantar que uma das formas desse mal seja tão praticada epropagada na atualidade: a

forma lingüística. A gramática normativa tradicional, tratada equivocadamente como se

fosse a própria língua portuguesa em si, tem sido imposta como única forma aceitável da

língua, dando margem ao severo poder opressor do preconceito lingüístico.

Na sociedade contemporânea , que em caráter geral é contra o preconceito, é de causar espanto que o preconceitolingüístico seja praticado equivocadamente como um antídoto em resposta a todas formas que contrariam em si a gramática normativa tradicional, tendo a mesma como única forma aceitável da língua.

Marcos Bagno, em seu livro “Preconceito lingüístico: o que é, como se faz”, lança

luz muito competentemente sobre esse mecanismo de exclusão social, explicitando suas

causas e efeitos, ao mesmo tempo emque cientificamente põe em descrédito aqueles que

inadvertida e ou insistentemente o cometem.

No livro “Preconceito lingístico: oque é, como se faz”, o autor Marcos Bagno, expõe seu ponto de vista sobre o assunto expondo o mesmo como um mecanismo de exclusão social, suas causas e efeitos ao mesmo tempo desqualificando cientificamente os que cometem esta forma de preconceito.

Para tanto,ele dedica 165 páginas, divididas em quatro partes, à quebra do

preconceito lingüístico, primeiro prestando-se à desmistificação deste, em seguida,

mostrando suas conseqüências, prosseguindo com elucidações sobre como desfazê-lo, e

finalizando com a explicação do preconceito contra a Lingüística e os lingüistas. Ele

assume que tratar de língua é tratar de política, e que não há comotratar de política sem se

levar em conta uma postura teórica definida, portanto, parcial, e almeja que seu trabalho

incite reflexões sobre a intolerância lingüística da sociedade brasileira.

Dividida em quatro partes a obra aborda a quebra do preconceito lingüístico, primeiro o desmistificando, segundo mostrando suas conseqüências, terceiro prestando esclarecimentos de como o desfazer efinalizando explica o preconceito contra a lingüística e os lingüistas. Assumindo que tratar de língua é diretamente ligado a política e não há como tratar da mesma sem uma postura teórica definida, anseia que sua obra fomente reflexões sobre a intolerância da sociedade a lingüística.



Na primeira parte, a metáfora “mitologia do preconceito lingüístico”, empregada

por ele para referir-seao conjunto de opiniões que sustentam o preconceito, contém uma

direta crítica que desta maneira classifica tais posturas como falaciosas, fantásticas.

Separando os “mitos” em oito capítulos, Bagno discorre sobre cada um deles.

O primeiro trata de uma hipotética unidade na língua portuguesa falada no Brasil,

uma vez que se confunde o fato de a língua oficial do Brasil ser a portuguesacom a

afirmação sobre não haver variedades nesta, quando o que ocorre é exatamente o contrário.

Ele encara este preconceito como o mais sério, pois, apoiada neste mito, a escola tenta

impor como correta uma norma que não é verdadeiramente própria ao país como um todo,

dos alunos. O autor explicita dizendo que os Parâmetros Curriculares Nacionais não portam

esse erro, pregando orespeito à diversidade lingüística nacional, e espera que a inovação

seja vivenciada em breve.

Na primeira parte, emprega a metáfora “mitologia do preconceito lingüístico”, referindo-se a opiniões que sustentam o preconceito. Separando em oito os “Mitos”, o autor fala sobre cada um deles,

O Primeiro trata de uma hipotética língua portuguesa existente no Brasil criticando o fato de por...
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