Prazer e fruição: desenvolvimento na leitura

Páginas: 5 (1127 palavras) Publicado: 17 de outubro de 2014
UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
UFVJM
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
ICT-BC&T








Prazer e fruição: desenvolvimento na leitura

























Diamantina
2014
ELIZA ESTER JORY











Prazer e fruição: desenvolvimento na leitura


















Diamantina
2014

Prazer e fruição:desenvolvimento na leitura
*Eliza Ester Jory
BARTHES, Roland. O prazer do texto. São Paulo: Perspectiva. 1987. 86p.
Roland Barthes (1915-1980)  foi um escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês. Formado em Letras Clássicas em 1939 em Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo linguista Ferdinand de Saussure.Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político.
Barthes defende em “O Prazer do Texto” dois tipos de textos: texto de prazer e texto de fruição, e dois regimes de leitura que circundam os textos, demonstrando seus pontos em comuns e seuscontrastes. Ao desenrolar do enredo, Barthes cita, exemplifica, diferencia e compara alguns tipos de textos, como por exemplo: texto de prazer, texto de fruição, texto tagarela. Barthes também defende a interação e o diálogo entre escritor e leitor.
Roland Barthes foi responsável por escrever diversas bibliografias e entre elas, “O Prazer do Texto”, Barthes discute sobre o prazer e afruição, que no início da leitura ele às demonstra com significados antagônicos como podemos ver segundo o trecho:
Texto de prazer: aquele que contenta, enche, dá euforia; aquele que vem da cultura, não rompe com ela, está ligado a uma prática confortável da leitura. Texto de fruição: aquele que põe em estado de perda, aquele que desconforta (talvez até certo enfado), faz vacilar as bases históricas,culturais, psicológicas, do leitor, a consistência de seus gostos, de seus valores e de suas lembranças, faz entrar em crise sua relação com a linguagem. (BARTHES, R. 1987, p.21)

A diferença entre prazer e fruição está nas sensações do leitor no ato da leitura, seria prazer no momento em que o leitor gosta do que lê, possivelmente já sendo do seu conhecimento ou já é esperado do seu conteúdoe lhe traz contentamento, conforto, satisfação e/ou divertimento. Já a fruição causa estranhamento, perda, desconforto diante do texto, levando até uma confusão do leitor entre o conteúdo, seus conhecimentos prévios, valores e lembranças.

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*Bacharelanda em Ciência e Tecnologia na UFVJM
Segundo a passagem:
[...] estas expressões são ambíguas porquenão há palavra francesa para cobrir ao mesmo tempo o prazer (o contentamento) e a fruição (o desvanecimento). O prazer é, portanto aqui (e sem poder prevenir), ora extensivo à fruição, ora a ela oposto. (BARTHES, R. 1987, p.28)

Barthes diz que, por não existir um termo em francês para cada uma, as expressões, prazer e fruição, acabam por serem ambíguas e consequentemente causando confusão efrustração ao leitor.
Usando de linguagem metafórica, conotativa e apresentando parágrafos curtos e sem subtemas com títulos, Barthes traz sínteses de reflexões separadas apenas pela aparência, levando a um texto com ritmo, nem sempre com sequência de ideias, o que às vezes parece estar confuso, muitas vezes contraditório, mas acertando no seu objetivo: levar o leitor a refletir e interpretaro que se esta lendo. Essa interpretação individual é que leva ao prazer de se ler, de estar por detrás de um texto, seja ele de qualquer conteúdo. Ou seja, sua intensão foi buscar a produtividade do texto. Essa produtividade seria sua capacidade de produzir sentidos múltiplos e renováveis, que mudam de leitura a leitura.
Barthes defende que no momento da leitura não existe agente passivo...
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