Práticas educacionais não escolares

Páginas: 18 (4282 palavras) Publicado: 2 de setembro de 2015
Curso: Licenciatura em Pedagogia
Disciplina: Práticas educacionais não escolares
Professora: Luciana Geusleuchter Lohn, Msc.

TERRA DE CORONÉIS:
Sobre a representação e o transformismo nos movimentos sociais
camboriuenses

Jéssica Albino1
Fabiana Ulrich Miller2

RESUMO
Este texto problematiza a trajetória da construção dos movimentos sociais no município de
Camboriú (SC) e tece algumas reflexõessobre a constituição de lutas contra hegemônicas
em um contexto acirrado de repressões políticas e partidárias; cuja leitura conjuntural inicial
traz elementos do coronelismo (LEAL, 1997). O estudo faz uso do instrumental de
abordagem qualitativa, tendo como técnicas de coleta de dados a entrevista, observação e
análise documental. Delineou-se como marco de análise desta trajetória a fundação daUnião das Associações de Moradores de Camboriú (UAMCA) no ano de 2002, criada na
tentativa de vocalizar os interesses das classes subalternas e resgatar suas ações e
estratégias de luta nos campos político e social. Tomando a perspectiva gramsciana e
marxiana como fio condutor desta análise, o trabalho de campo possibilitou verificar que,
permeada de conflitos e contradições, atualmente a entidadese vê frente o desafio de
formar bases em associações atreladas a bancadas governistas hegemônicas, constituindo,
nitidamente, aquilo que Gramsci (2011) define como sendo "transformismo". Nesse sentido,
ora transitando em experiências de conformismo, ora em experiências de resistência, tem-se
o confronto com a perspectiva de movimento social voltada para a organização coletiva dos
sujeitos dolugar, processos emancipatórios, articulação entre educação e trabalho e
construção de políticas públicas.
Palavras-chave: movimento social, transformismo, resistência, coronelismo, Camboriú.

1 INTRODUÇÃO

Esse texto problematiza a trajetória da construção dos movimentos sociais
no município de Camboriú (SC) e tece algumas reflexões sobre a constituição de
lutas contra hegemônicas em um contextoacirrado de repressões políticas e
partidárias; cuja leitura conjuntural inicial traz elementos do coronelismo (LEAL,
1 Acadêmica da 8ª fase do curso de Licenciatura em Pedagogia – Instituto Federal Catarinense, campus
Camboriú. E-mail: frjessicaalbino@gmail.com
2 Acadêmica da 8ª fase do curso de Licenciatura em Pedagogia – Instituto Federal Catarinense, campus
Camboriú. E-mail:fabianaulrich@gmail.com

1997) e, em sua temporalidade, das bases neoliberais do projeto societário local.
Delineou-se como marco de análise desta trajetória a fundação da União das
Associações de Moradores de Camboriú (UAMCA) no ano de 2002, criada na
tentativa de vocalizar os interesses das classes subalternas e resgatar suas ações e
estratégias de luta nos campos político e social. Tomando a perspectiva gramscianacomo fio condutor desta análise, o trabalho de campo possibilitou verificar que,
permeada de conflitos e contradições, atualmente a entidade se vê frente o desafio
de formar bases em associações atreladas a bancadas governistas hegemônicas,
constituindo, nitidamente,

aquilo que Gramsci (2011) define

como

sendo

"transformismo". Nesse sentido, ora transitando em experiências de conformismo,
oraem experiências de resistência, tem-se o confronto com a perspectiva de
movimento social voltada para a organização coletiva dos sujeitos do lugar,
processos emancipatórios, articulação entre educação e trabalho e construção de
políticas públicas.
Nesse sentido, partindo do trabalho de campo realizado com o fundador
da União das Associações de Moradores de Camboriú, procura-se problematizar asbases materiais e dialéticas da história local que constituem os discursos daqueles
que protagonizam movimentos sociais em Camboriú, às vistas de problematizar e
apontar alguns caminhos para a ressignificação da entidade.

2 BREVE HISTÓRICO DA UMCA
A União das Associações de Moradores de Camboriú foi fundada por
Miguel Lima, natural de Princesa Isabel, na Paraíba. A entidade formal e legalmente...
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