portifolio 7 sem

Páginas: 9 (2017 palavras) Publicado: 5 de junho de 2015









































































SUMÁRIO
1 tema 3
2 JUSTIFICATIVA 4
3 SÉRIE/ANO PARA O QUAL O PROJETO SE DESTINA 8
4 OBJETIVOS 9
5 PROBLEMATIZAÇÃO 10

1 tema
AS DIFICULDADES ENFRENTADAS POR ALUNOS E PROFESSORES NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM GRAMATICAL





2 JUSTIFICATIVA
Poucas são as situações em nossa vida que se repetem de forma a nos oferecer achance de optar por aquilo que, na primeira vez, foi deixado de lado em detrimento de outra escolha. Analisemos um trechinho de uma história genial de Veríssimo para ilustrar as possíveis situações e os “apertos” pelos quais passamos ao ter que falar ou explicar as “normas” de nossa língua, de acordo com a gramática tradicional.
 
O referido texto inicia com o filho perguntando ao pai “Como é ofeminino de sexo?” e o pai respondendo: “Não tem”. A partir daí o menino, incisivamente, solicita explicações para um assunto que o pai não consegue, definitivamente, explicar:
 
“- Sexo não tem feminino?
-         Não.
-         Só tem sexo masculino?
-         É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
-         E como é o feminino de sexo?
-         Não tem feminino. Sexo ésempre masculino.
-         Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.”
 
E a conversa vai e vem sem que o pai possa arrumar um jeito de fazer com que seu filho entenda porque a palavra sexo só existe no masculino apesar de existir o sexo feminino e o masculino:
 
“ - Então como é o feminino de sexo?
-         É igual ao masculino.
-         Mas não são diferentes?
-         Não. Ou,são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
-         Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
-         A palavra é masculina.
-         Não. “A palavra” é feminino. Se fosse masculina seria “o pal...”
 
Já sem argumentos o pai desiste da árdua tarefa de explicar a tal diferença entre o que o menino considerava correto distinguir entre “sexo” e “sexa”, e o manda brincar.Logo depois, faz uma advertência à mãe do garoto:
 
“ - Temos que ficar de olho nesse guri...
-         Por quê?
-         Ele só pensa em gramática.”

Esta história trazida por Veríssimo poderia, sem dificuldade alguma, ter acontecido em qualquer lar brasileiro e receber o nome de “Dramática da língua portuguesa”, como diria Marcus Bagno. Trata-se de um assunto de forma a explicitar a impotênciaque vivemos diante de regras e normas que, nem sempre são possíveis de explicar. 
Motivos não faltarão, nem entre alunos e professores, nem entre autores renomados, que poderiam sustentar uma argumentação nesse sentido. Silva (2000, p 12-14), por exemplo, afirma que a gramática peca ao dar precedência a língua escrita e uma determinada variedade como a melhor, reforçando o dialeto da elite esilenciando outros usos. Também encontramos Rocha (2002), para quem o grande problema da “gramaticologia brasileira” é afirmar que as regras da gramática são baseadas nas obras literárias dos escritores brasileiros e portugueses, o que é um equívoco se considerarmos seus regionalismos, idiomatismos e coloquialismos.
 
Porém, o mais incisivo de todos ainda é Bagno (2001), ao afirmar que asclassificações, terminologias, conceitos e definições da gramática normativa não são hipóteses científicas postas à prova em experimentações empíricas, constituindo-se em teorizações dos fenômenos da linguagem. De acordo com o autor, os conceitos apresentados ainda hoje são os mesmos de gerações passadas, não contemplando a forma de se expressar dos indivíduos  atualmente; não leva em conta a investigação dofenômeno da linguagem, tentando compreender a relação entre língua e pensamento e o exame das relações que as pessoas estabelecem entre si por meio da linguagem; desconsidera a língua falada; traz consigo noções de “certo” e “errado”, refletindo esquemas sociais de autoritarismo e intolerância aos quais as pessoas devem adaptar-se sem questionamentos; é elitista uma vez que considera “feio”,...
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