Portfólio- amebíase

Páginas: 6 (1293 palavras) Publicado: 22 de maio de 2012
Universidade de Pernambuco-UPE
Instituto de Ciências Biológicas-ICB
Curso: Bacharelado Ciências Biológicas
Nome: Ana Cristina Pedrosa
PORTFÓLIO- AMEBÍASE
Classificação taxonômica
As amebas que se encontram frequentemente nos exames de fezes humanas são protozoários da ordem Amoebida. Muitas pertencem à família Endamoebidae e uma delas (Entamoeba histolytica) é responsável pela amebíase.Outros parasitas do homem, mas não patogênicos, são: Entamoeba dispar, E. hartmanni, E. gingivalis, E. coli, Endolimax nana e Iodamoeba bütschlii. Descrito abaixo se tem a classificação taxonômica das principais espécies dentro dos gêneros mais relevantes da família Endamoebidae.
Reino Protista, Sub-reino Protozoa, Filo Sarcomastigophora, Subfilo Sarcodina, Superclasse Rhizopoda, Classe Lobosea,Subclasse Gymnamoebia, Ordem Amoebida, Subordem Tubulina, Família Entamoebidae, Gêneros: Entamoeba (E. coli, E. gingivalis, E. díspar, E. hartmanni, E. histolytica), Endolimax (E. nana), Iodamoeba (I. butschulii).
Ciclo e morfologia
 Morfologia
O ciclo biológico do parasito apresenta dois estágios básicos e bem definidos: trofozoítos e cistos.
Trofozoítos: Formas vegetativas, pleomórficas, comtamanho variando entre 10μm e 40μm de diâmetro podendo alcançar até 60 μm na forma invasiva. Habitam o intestino grosso (forma não invasiva) ou o tecido do hospedeiro (forma invasiva). A respiração é anaeróbia ou aeróbica facultativa em meio à baixa tensão de oxigênio. Movimentam-se pela emissão de pseudópodes.
Cistos: Formas redondas ou ligeiramente ovais com diâmetro entre 10μm e 20μm.Apresentam de 1 a 4 núcleos a depender do grau de maturidade, com cromatina periférica, corpos cromatóides em forma de bastões, e cariossoma central. Apresentam uma membrana de quitina que confere resistência ao suco gástrico estomacal e fatores ambientais externos como: acidificação, cloração e dessecação.
 Ciclo biológico
-Ciclo não patogênico
O ciclo biológico da E. histolytica é monoxênico. O homemse infecta ingerindo a forma cística madura contida em alimentos, água ou por qualquer tipo de contato fecal-oral. Também são possíveis formas menos usuais de transmissão, incluindo o sexo anal e oral e equipamentos de lavagem intestinal contaminados. O cisto tetranucleado atravessa íntegro o estômago. No final do intestino delgado ocorre o desencistamento, e após seguidas fissões binárias háformação de oito trofozoítos com apenas um núcleo (metacisto), que migram para a porção final do intestino delgado
(cólon), onde fagocitam enterobactérias e englobam partículas nutritivas do meio como um comensal. Os trofozoítos se desprendem da parede do intestino, sofrem desidratação e se transforma em pré-cistos, que amadurecem com a formação da membrana cística resultando nos cistos. Ao chegaremno ambiente com as fezes formadas, resistem às condições do meio externo e podem infectar outros indivíduos.
- Ciclo patogênico
Trofozoítos se aderem a mucinas na superfície epitelial do intestino grosso, destroem as microvilosidades, e penetram no epitélio. No interior de ulcerações (formas invasivas) na submucosa os trofozoítos se multiplicam por bipartição, englobam hemáceas(eritrofagocitose) e/ou fragmentos celulares, e não produzem a forma cística. A aderência do parasito efetua-se pela ação de uma lectina que apresenta afinidade por resíduos de galactose e N-acetilgalactosamina na superfície epitelial. Em alguns casos, os trofozoítos podem migrar pela circulação porta para outras regiões do corpo tais como pulmão, rim, cérebro e fígado.
Fisiopatologia
 Considerações geraissobre a fisiologia da E. histolytica
Amebas ingerem alimentos por fagocitose, pinocitose ou transporte de matérias através da membrana; acumulam polissacarídios dos quais ao menos uma parte é glicogênio. São microrganismos microaerófilos; obtém sua energia por transformação da glicose em ácido pirúvico por um processo diferente da via clássica encontrada nos demais organismos; tem necessidade de...
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