POLITICAS EDUCACIONAIS

1179 palavras 5 páginas
Uma das grandes discussões na sociedade brasileira atual é o que envolve a situação concernente ao Ensino Superior. Dentre vários atores do sistema, que vão desde algumas renomadas universidades em âmbito internacional até faculdades isoladas em ermos pontos do país, destaca-se um profundo debate sobre os rumos do sistema.

Contribui para a panacéia que é este sistema as enormes diferenças entre instituições ligadas ao poder público e as particulares, sendo que estas últimas respondem por mais de 80% da oferta de cursos e, conseqüentemente, vagas, mas são quase que inteiramente dependentes das emanações e diretrizes oriundas do Ministério da Educação, que regulamenta e, se não restringe, aplica um sistema de avaliação e aferição da qualidade com uma série de dispositivos, tendo criado o SINAES como uma tentativa de harmonizar e unificar este sistema.

A complexidade da organização e da relação da sociedade com Universidade é uma instituição antiga, cuja história, no mundo ocidental, remonta há dez séculos, desde quando foram criadas no Europa Medieval, começando com Bolonha e Paris.

Surgidas espontaneamente das Corporações de Ofícios e da união de cidadãos e trabalhadores, viram-se relativamente livres do poder religioso, gozando de ampla autonomia de funcionamento. O sistema universitário medieval foi organizado da seguinte forma, segundo Burke (2003, p. 87) em 1450, o currículo das universidades européias (...) era notavelmente uniforme, permitindo assim que os estudantes se transferissem com relativa facilidade de uma instituição para outra (prática conhecida como peregrinatio academica). (...) As faculdades superiores eram as consideradas mais "nobres", outro termo que revela a projeção da hierarquia no mundo do intelecto.
Mas foi com as profundas modificações introduzidas pelo pensamento Liberal burguês dos séculos XVII e XVIII que a universidade foi obrigada a sair de sua "Torre de Marfim" para se interessar pelos problemas que a sociedade

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