Pol Polt

Páginas: 7 (1669 palavras) Publicado: 16 de maio de 2014
Pol Pot foi um líder que não mostrou misericórdia para com seu povo. Foi responsável pela morte de 2 milhões de pessoas, um terço da população de seu país, o Camboja. Durante quatro anos, torturou e matou cambojanos de fome. Homens, mulheres, crianças e bebês muitas vezes foram brutalmente agredidos com martelos e enterrados vivos.
Nascido em Saloth Sar em 1925, foi criado numa próspera fazendade arroz ao norte dePhnom Penh, num Camboja governado pelos franceses. Nunca trabalhou em umcampo de arroz, nem conhecia bem a vida na aldeia, pois aos seis anos de idade foi mandado para a capital para se tornar monge. Em 1949 Pol Pot foi estudar em Paris depois de ganhar uma bolsa para aprenderradioeletricidade. Ali seu racismo inato encontraria expressão no comunismo extremista.
Durante osanos que Pol Pot estudou em Paris , o Partido Comunista era o partidostalinista mais linha-dura da Europa Ocidental. Também absorveu a filosofia de outro estudante cambojano de esquerda, Khieu Samphan, segundo o qual, para fazer uma verdadeira revolução rural, o Camboja precisava regredir à economia camponesa – sem
cidades, indústrias, moeda ou educação.
Depois da faculdade emParis, Pol Pot voltou ao Camboja cheio de ideaisrevolucionários e entrou para o Partido Comunista clandestino, que fazia oposição ao monarca apoiado pelos franceses, o rei Sihanouk, e ao presidente Lon Nol. Em dois anos ele foi nomeado secretário-geral do partido e, para não ser capturado pelas forçasgovernamentais, fugiu para as montanhas, com seus quadros agora fortemente armados, e pregou suadoutrina revolucionária para as tribos enquanto travava uma feroz guerrilha. Desde o início da década de 1970, Pol Pot e seu grupo, conhecido comoKhmer Vermelho, envolveram-se numa campanha violenta contra o governo de Lon Nole, em 1972, o conflito havia chegado a uma verdadeira guerra civil.
No dia 17 de abril, logo depois do ano-novo cambojano, o Khmer Vermelho entrou na capital vitorioso, depois de uma guerra de cincoanos. Depois de 24 anos de vida, o Partido Comunista do Camboja, agora rebatizado deCampuchea, havia conseguido uma vitória retumbante.
O mundo reagiu com perplexidade quando os revolucionários esvaziaram as cidades, destruíram os bens de consumo ocidentais, aboliram o dinheiro e os mercados cambiais estrangeiros e instituíram o controle estatal sobre todo o comercio nacionaleinternacional começando a liquidar a elite ocidentalizada.

Campos de trabalhos, aonde o Khmer Vermelho matava seu próprio povo de exaustão e fome.
A catedral católica romana de Phnom Penh foi demolida pedra por pedra até não sobrar nenhum vestígio do mais proeminente edifício ocidental do país. As coisas chegaram ao ponto de o novo governo declarar que o ano não era mais 1975, mas o Ano Zero. Médicos, advogados,professores, mecânicos, varredores de ruas, todos foram obrigados a ir para o interior trabalhar como camponeses, cultivando arroz e construindo represas para a revolução. Dois milhões de cambojanos que viviam em Phnom Penhdeixaram a cidade em 72 horas. Com a evacuação forçada das cidades, o KhmerVermelho praticamente cortou toda e qualquer ligação material que a população tinha com o regimeantigo. Os hábitos sociais, religiosos, familiares e econômicos foram abalados enquanto a população era lançada numa luta pela sobrevivência.
Para reforçar suas políticas, Pol Pot declarou que dali em os dinheiros e os pertences pessoais seriam banidos. As pessoas até mesmo mulheres grávidas ficavam dentro d’água até o pescoço nas estações frias e chuvosas, trabalhando em canais, com as pernas e pésinchados e sangrentos. Se alguém parasse de trabalhar por causa de alguma doença, não recebia comida. O slogan do Khmer Vermelho na época era “Mantê-lo vivo não e ganho, destruí-lo não é perda”. Todos tinham de trabalhar. Pol Pot acreditava que para sua visão de pureza dar certo o individualismo tinha de ser banido. Só destruindo todas as raízes, todos os vestígios do pensamento individual...
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