Poesia Satírica - Gregório de Matos

Páginas: 11 (2576 palavras) Publicado: 21 de dezembro de 2014
POESIA SATÍRICA, Gregório de Matos

“Eu sou aquele, que os passados anos
cantei na minha lira maldizente
torpezas do Brasil, vícios e enganos”

1. RESUMO BIOGRÁFICO
Gregório de Matos e Guerra nasceu na cidade da Bahia (1636),
filho de pais abastados. Estudou com os Jesuítas. Aos 14 anos seguiu
para Coimbra, onde estudou Direito. Casou-se com D. Michaella de
Andrade, filha de umdesembargador. Desempenhou a função de procurador da Bahia e juiz em Portugal, mas suas atitudes iconoclastas
fizeram-no cair em desgraça com o próprio rei.
Retornou ao Brasil, em 1682, nomeado para funções na burocracia
eclesiástica da Sé da Bahia. Durou pouco no cargo, do qual foi destituído
em 1683. Iniciou-se, então, a última fase de sua vida: O casamento com
Maria dos Povos, a quem dedicou belossonetos, não impediu a decadência, social e profissional do Dr. Gregório. Ficou famoso em suas andanças
e pândegas pelos engenhos do Recôncavo. Presenciou e refletiu “a doce
vida baiana”. Assumiu-se independente e desvinculado de tudo e de todos para melhor registrar os costumes do povo e as relações sociais,
econômicas e políticas entre a Corte e a Colônia.
O poeta nada publicou em vida.Seus textos circularam apócrifos,
causando, tempos depois, problemas de identificação de sua fecunda
arte. Não foi um poeta genial, mas foi um poeta engenhoso com relação aos problemas coletivos. Foi, na colônia, o que é hoje “O Casseta
e Planeta”.
Graças à poesia satírica: maledicente, virulenta e maldosa,
ganhou a alcunha de “Boca do Inferno”. Sua sátira agride a tudo e a
todos e espalhou-seentre o povo humilde que lhe conferiu o papel de
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POESIA SATÍRICA, Gregório de Matos

porta-voz de suas dores. Morreu em 1696 em Recife, após voltar de
Angola.
2. CONTEXTO EUROPEU E BRASILEIRO
Para entendermos o Barroco, devemos lembrar o Renascimento
e o Maneirismo, pois ambos fornecem as bases ideológicas do Barroco. O Renascimento ocupou todo o século XVI,um extraordinário
movimento artístico, de vivências antropocêntricas e racionalistas.
Conflitos militares, políticos e religiosos de repercussões mundiais atingiram o antropocentrismo e o racionalismo do Classicismo. A essa
crise, chamamos de Maneirismo, que prenuncia o Barroco.
O Barroco está ligado ao movimento da Contra-Reforma que
atinge seu ponto de intolerância na passagem do século XVIpara o
século XVII, quando do surgimento da arte barroca. A arte barroca
vigora por todo o século XVII e parte do século XVIII e registra o espírito contraditório de uma época que se divide entre as influências do
Renascimento – antropocentrismo, sensualismo, materialismo – e da
intolerância religiosa trazida pela Contra-Reforma. Portanto, o Barroco é um reflexo ideológico da Contra-Reforma.É uma arte essencialmente de natureza religiosa e conflitante.
O conflito da arte barroca reside nessa crise espiritual da cultura
ocidental. É o homem dividido entre duas mentalidades, entre duas
formas de ver e sentir o mundo: o gosto do Renascimento, em declínio,
e a presença da religiosidade que lembra o teocentrismo medieval.
O século XVII da colônia brasileira apresenta algumaspeculiaridades das primeiras manifestações do sentimento nativista, isto é,
destaca-se já certa “tropicalidade”(sentimento brasileiro):
“Minha rica mulatinha,
desvelo e cuidado meu,
eu já fora todo teu,
e tu foras toda minha;
A realidade brasileira estava ocupada com o comércio da canade-açúcar, com a escravização dos negros e com a perseguição e extermínio dos índios. O centro dessas atividades. Acolônia passara por
dois momentos de exploração com as cortes portuguesa e espanhola.
A obra que separa o Barroco do Quinhentismo é PROSOPOPÉIA
(1601), de Bento Teixeira Pinto. Contudo, entendemos que o Barroco
é introduzido pelos jesuítas, que são os agentes da Contra –Reforma.
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3. OBRA
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