pobreza

Páginas: 7 (1611 palavras) Publicado: 20 de fevereiro de 2014
Pobreza e desenvolvimento

As expressões subdesenvolvimento e país subdesenvolvido foram muito utilizadas na imprensa e na literatura sociológica e econômica durante as décadas de 1950 e 1960. Entre os anos 1970 e 1990, porém, tornou-se comum o uso dos conceitos de Terceiro Mundo e terceiro-mundismo, que reuniam as regiões antes rotuladas de subdesenvolvidas. Atualmente, essas expressões foramsubstituídas pelas noções de país pobre e de país emergente, ou em desenvolvimento.
Esses novos conceitos têm a vantagem de diferenciar sociedades extremamente pobres de regiões que combinam índices importantes de crescimento e bem-estar com amplos setores da população vivendo abaixo da linha de pobreza. Ao grupo dos extremamente pobres pertencem países como Burkina Fasso, na África, Haiti, naAmérica Latina, e Bangladesh, na Ásia. Já o grupo dos emergentes, ou que estão em desenvolvimento, englobam países como o Brasil, a Rússia, a Índia e a China, grupo esse conhecido pela sigla BRICs.
Neste capítulo, retomamos o conceito inicial de subdesenvolvimento porque ele designa uma situação histórica específica, comum a um conjunto de países, que a noção de país emergente ou em desenvolvimentoàs vezes mascara, escondendo problemas que os aproximam mais dos países pobres do que daqueles que já alcançaram o pleno desenvolvimento.

Capacidade
O Relatório de Desenvolvimento Humano, elaborado pelo Pnud, tornou-se famoso por apresentar o cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de todos os países,mas ele traz também o IPH. Na edição de 2006, o Brasil ocupa a 22ª posição num totalde 102 países e territórios. O país em melhor posição foi o Uruguai (primeira posição) e o pior foi Mali,que fica na África.O IPH representou uma importante mudança na maneira como a pobreza era mensurada porque Sen introduziu a idéia de que o padrão (ou a qualidade) de vida não pode ser medido pela posse de um conjunto de bens nem pela sua utilidade, mas sim pela capacidade dos indivíduos em usaresses bens para alcançar satisfação ou felicidade.Ainda assim,segundo ele, há um elemento óbvio da pobreza, que é a fome e a inanição.E aí,não importa qual seja a posição relativa na escala social, pois, se esse elemento estiver presente, certamente existe pobreza.
Encarar a pobreza de maneira multifacetada representou, de certa forma, uma ruptura com índices que têm na insuficiência de rendaseu único critério para estabelecer qual é e quem está abaixo da linha de pobreza.Um exemplo é o índice usado pelo Banco Mundial, segundo o qual está abaixo da linha da pobreza quem tem de sobreviver com um dólar PPP (Paridade do Poder de Compra) por dia,que equipara o poder de compra de alguns produtos e serviços básicos entre as nações.Essa referência é usada pelo Banco para chegar a uma base decomparação que possa eliminar as discrepâncias causadas pela cotação das diferentes moedas no mundo. Para o economista Nanak Kakwani,ex-diretor do Centro Internacional de Pobreza do Pnud, há na metodologia do Banco Mundial alguns equívocos.Um deles é que o Banco usou, em 1990, os dados do dólar PPP de 1985 e, posteriormente, quando atualizou os dados em 1993,não levou em consideração a inflaçãoacumulada do dólar norteamericano entre 1985 e 1993.Mas esse não é o único problema.Para Kakwani, o mais grave é que medir o fenômeno com base apenas no número de pessoas que vivem abaixo de certa faixa de renda é ver só parte do problema.
Tratar a pobreza de forma multidimensional também foi a preocupação dos indianos Amartya Sen, ganhador do Nobel de Economia de 1998, e Sudhir Anand, economista eprofessor da Universidade de Oxford,na Inglaterra, ao desenvolverem o IPH, do Pnud, em 1997.O IPH é calculado somente para países em desenvolvimento. Esse indicador mede a privação de três aspectos: curta duração de vida (calculada como possibilidade de viver menos de 40 anos), falta de educação elementar (calculada pela taxa de analfabetismo de adultos) e falta de acesso a recursos públicos e...
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